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Whoopi Goldberg suspensa por comentários sobre o Holocausto

02 fev, 2022 - 11:12 • Marta Grosso

A atriz norte-americana afirmou, durante o programa “The View”, da ABC, que o genocídio de judeus não esteve relacionado com questões de raça. Entretanto, pediu desculpa.

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A comediante Whoopi Goldberg foi suspensa de um ‘talk show’ depois de afirmar que o Holocausto envolveu “dois grupos de brancos” e que, por isso, não esteve relacionado com questões de raça, mas sim com a desumanidade em geral.

Os comentários, feitos durante o programa de segunda-feira “The View”, que a comediante co-apresenta, foram considerados ofensivos e causaram grande controvérsia nos Estados Unidos.

No mesmo dia à noite, no ‘The Late Show’ com Stephen Colbert (CBS), a atriz tentou esclarecer as suas afirmações, mas criou mais polémica. Na terça-feira de manhã, na abertura do programa, emitiu o seu terceiro pedido de desculpas público, admitindo que “ontem, no programa, disse coisas erradas”.

“[O Holocausto] é realmente sobre raça, porque Hitler e os nazistas consideravam os judeus uma raça inferior. As palavras importam e as minhas não são exceção. Lamento os meus comentários e estou a retratar-me. Também estou com o povo judeu”, afirmou.

Mas as desculpas não evitaram o castigo e, na terça-feira à noite, chegou o comunicado da presidente da ABC: “Com efeito imediato, suspendo Whoopi Goldberg por duas semanas pelos comentários errados e ofensivos que fez”.

“Pedi a Whoopi que refletisse e aprendesse sobre o impacto das suas afirmações”, acrescentou Kim Godwin, adiantando que “toda a empresa ABC News se solidariza com os nossos colegas, amigos, familiares e comunidades de judeus”.

“A cultura dentro da ABC News é gentil, inclusiva, respeitosa e transparente” e “os comentários de Whoopi não se alinham com esses valores”, rematou a responsável.

Whoopi Goldberg, vencedora de um Óscar, tem 66 anos e está no “The View” desde 2007. Não é a primeira vez que causa polémica. Em 2009, afirmou que o realizador Roman Polanksi (que se declarou culpado por “sexo ilegal com uma menor” em 1977) não era culpado e também defendeu Bill Cosby quando o ator enfrentou acusações de agressão sexual.

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