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Saberes, vozes e perspetivas de Évora no Centro de Arte e Cultura

17 jan, 2022 - 15:20 • Rosário Silva

O programa “Duas ou três coisas…” arranca no dia 19, no Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida.

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O Centro de Arte e Cultura (CAC) da Fundação Eugénio de Almeida (FEA) promove nas próximas duas semanas o programa “Duas ou três coisas…”, uma espécie de “laboratório, participado e aberto”.

Numa nota enviada à Renascença, o CAC revela que a iniciativa traduz-se, na prática, numa “série de encontros com saberes, vozes e perspetivas da cidade, procurando campos de debate que cruzam Évora com os seus horizontes atuais”.

Os encontros, agendados para os dias 19, 20, 21, 22, 26, 27, 28 e 29 de janeiro, levam ao CAC, na primeira pessoa, “personalidades ligadas ao meio artístico, cultural e académico para falarem das suas instituições, dos seus projetos, das suas formas de verem o seu trabalho ser parte da cidade que somos e todos os dias se constrói”.

Durante este mês, o Centro de Arte e Cultura “toma de empréstimo o título do filme de Jean-Luc Godard, “Duas ou três coisas que eu sei dela”, e torna-se uma sala da cidade, um palco de encontros, de diálogos, de partilha”, refere a FEA.

A entrada é livre, limitada aos lugares disponíveis, sendo que em todos os eventos é obrigatória a apresentação de certificado digital.

O que pode ver e ouvir neste “laboratório, participado e aberto”

O programa arranca, então, no dia 19, às 18:00, com dois encontros. No primeiro, Livrarias independentes, Helena Girão Santos, da Fonte de Letras, propõe-se abrir algumas páginas: “O que é uma livraria independente e qual é o seu papel? Será diferente uma livraria independente em Évora ou numa grande cidade? Será uma decisão política, para além das outras mais óbvias, ajudar a manter uma livraria independente numa cidade?”.

No segundo encontro, Isaac Fandinga, presidente da direção da Sociedade Harmonia Eborense (SHE), convida a conhecer esta sociedade eborense no século XXI, uma das mais emblemáticas e ativas associações culturais de Évora.

No dia 20, também às 18h00, a artista plástica Anabela Calatróia, reconhecida pelas suas instalações e intervenções na paisagem da cidade, apresenta “Uma carta para ela”, entre outros dos seus projetos de criação e intervenção.

Segue-se o encontro da jovem artista Ariel de Almeida (Ariel Porque Sim), que propõe “A Tatuagem como uma das belas artes…”, um olhar diferente sobre a tatuagem enquanto ato de auto inscrição, focando o seu trabalho na frase “com tinta me dispo”.

Em “Cartografias da cidade”, cinco jovens performers apresentam, no dia 21, ao fim da tarde, a documentação do seu trabalho de inquirição sobre a cidade. Os projetos, realizados no âmbito da disciplina de Performance da licenciatura em Teatro da Universidade de Évora, “interrogaram a cidade nas suas carências, nas suas indiferenças, a caminho de uma política de afetos performativa, mobilizadora e inquietante”, revela o CAC. Os trabalhos são de Danilsa Gonçalves, David Almeida, Fabrísio Canifas Delgado, Joana Gonçalves e Manuel Prazeres, sob a coordenação de Beatriz Cantinho.

No dia 22, às 16h00, Fernando Moital, professor, dinamizador da comunidade da Escola Horta das Figueiras e coordenador pedagógico do Projeto Além Risco, propõe como tema “Évora e cidadania”. Na segunda parte da sessão, destaque para um encontro, “que se adivinha divertido e pontuado de risos”, para conhecer “A vida dura do palhaço Diogo Duro”.

Residências de criação Arte & Ciência, é um projeto em gestação que vai ser apresentado no dia 26, pelo biogeógrafo e investigador Miguel Bastos Araújo, Prémio Pessoa 2018, e que falará das relações entre Arte e Ciência e das possibilidades deste diálogo em contexto de residências de criação.

Évora, uma cidade candidata a Capital Europeia da Cultura é o mote para um diálogo com Paula Mota Garcia, coordenadora da equipa de missão Évora 2027, que acontece no dia 27.

No dia seguinte, há encontro marcado com o cantautor Luís Pucarinho, para a sessão 10 anos de carreira celebrados com novos projetos e com memórias fortes, “uma oportunidade para conhecer melhor a identidade vocal e interpretativa de um músico singular”.

O programa encerra com “O estado da arte”, numa sessão que está agendada para o dia 29, às 16:00. A partir de um dossier que a revista Electra apresenta, no seu último número de 2021, juntam-se para uma conversa partilhada António Guerreiro, editor da revista, José Manuel dos Santos, diretor artístico da Fundação EDP, José Miguel Gervásio, artista, Mestre em Práticas Artísticas pela Universidade de Évora, e José Alberto Ferreira, diretor artístico do Centro de Arte e Cultura.

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