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Évora

Obra de Gil Vicente regressa ao Teatro Garcia de Resende

02 dez, 2021 - 13:11

“Floresta de Enganos” estreia esta noite. É uma coprodução do Cendrev e A Escola da Noite, em cena até 12 de dezembro.

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O Centro Dramático de Évora (Cendrev) e companhia A Escola da Noite, de Coimbra, estreiam, nesta quinta-feira à noite, na cidade alentejana, a peça “Floresta de Enganos”, de Gil Vicente.

Trata-se da terceira coprodução entre as duas companhias, depois de “O Abajur Lilás”, de Plínio Marcos, apresentada em 2012, e de “Embarcação do Inferno”, também de Gil Vicente, em 2016.

Escrita e representada pela primeira vez em 1536, em Évora, “Floresta de Enganos” é a ultima obra de Gil Vicente, considerado o “pai do teatro português”.

Numa nota enviada à Renascença, o Cendrev explica que “Floresta de Enganos” é “considerada, a muitos títulos, como uma “peça-problema” dentro da obra vicentina”, sendo “uma peça de enigmas e mistérios”, bem como “de subentendidos que deixaram de ter o seu contexto, em que se cruzam os planos de seres mitológicos e terrenais”.

A companhia recorda que “na Compilação de 1562”, a peça foi “classificada como comédia”, de resto, o timbre em que agora se desenvolve, “com personagens que reciprocamente tentam enganar-se em histórias paralelas e um “gran finale”, com casamento e música”.

Com encenação de José Russo, diretor artístico do Cendrev, “Floresta de Enganos” vai ser representado em português, com a tradução dos versos castelhanos, feita em 1999 por José Bento, para o Teatro Cornucópia e publicada pela Assírio & Alvim.

Quanto ao elenco, é composto por Ana Meira, Beatriz Wellenkamp Carretas, Hugo Olim, Ivo Luz, Jorge Baião, José Russo, Maria Marrafa e Miguel Magalhães.

O espaço cénico foi criado por João Mendes Ribeiro, Luisa Bebiano e Sebastião Resende, que é também o autor das esculturas que integram a cenografia. A equipa artística inclui Paulo Vaz de carvalho, Ana Rosa Assunção e António Rebocho.

O Cendrev e A Escola da Noite contaram, de novo, com a consultadoria científica de José Augusto Cardoso Bernardes, investigador e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, especialista na obra de Gil Vicente, que há muitos anos acompanha os percursos vicentinos destas duas companhias.

O espetáculo fica em cena no Teatro Garcia de Resende, na cidade de Évora, até 12 de dezembro, de quarta-feira a domingo.

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