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Há um novo circo a emergir. Entre o Porto e Odivelas, está aí a Mostra Estufa

25 nov, 2021 - 13:00 • Rosário Silva

A Mostra Estufa arranca esta sexta-feira com uma novidade: além de se apresentar no Porto, como é habitual, no domingo vai rumar a sul para apresentar as mais recentes propostas de circo contemporâneo.

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São três dias e três projetos, repartidos entre o norte e o sul. A 4.ª edição da Mostra Estufa, produção conjunta da Companhia Erva Daninha e do Teatro Municipal do Porto, com o apoio do Ministério da Cultura, regressa no fim de semana de 26, 27 e 28 de novembro.

“Este projeto, que surgiu em 2018, tem na sua génese uma ideia de incubadora de novas propostas de circo contemporâneo, tendo como objetivo fazer surgir novas propostas, apoiar novos artistas ou propostas emergentes, que estejam a surgir”, explica à Renascença, Julieta Guimarães, da Erva Daninha.

Desde 2009 que a companhia centra a sua atividade na investigação de novas formas de fazer e apresentar o circo, sendo, desde 2015, a estrutura em residência no Teatro Campo Alegre, no Porto.

Este é, de resto, um dos dois espaços onde vai decorrer o evento que, este ano, desce ao sul para se apresentar também no Centro Cultural Malaposta, em Odivelas.

“Por norma temos três projetos por edição, criações muito recentes ou que ainda vão estrear”, refere, ou seja, “estamos a falar de projetos que vão desde os 25 até aos 40 minutos, e cada um deles aborda uma técnica e temática diferentes”.

Além dos espetáculos, os promotores mantêm “uma forte relação com os programadores”, na perspetiva de surgirem “novas coproduções”.

Quanto ao público-alvo, apesar do circo estar associado às crianças, Julieta Guimarães refere que “nada é imposto aos criadores”, para que estes “possam fazer as suas peças sem essa obrigatoriedade”, como existe em outras propostas de programação.

“Embora os espetáculos sejam acessíveis a todos, o nosso público-alvo são, sobretudo, adultos, jovens e, claro, pessoas da área”, acrescenta.

Três espetáculos, uma "masterclass" e uma conversa

A Mostra Estufa apresenta três propostas diferenciadas com a participação de artistas de diferentes nacionalidades: Portugal, França, Costa Rica e Itália.

“Mellow Yellow” é a primeira peça onde “a vida quotidiana e a performance se unem”, revela o programa. Tem direção artística de Johan Lescop e a responsável pela coreografia é Isabelle Leroy. A interpretação, cocriação e cenografia estão a cargo de Juri Bisegna, Ottavio Stazzio e Ricardo S. Mendes.

Segue-se “Memória”, um projeto “que ousa estudar aquilo que nos torna humanos, debruçando-se sobre a capacidade de imaginar e criar realidades que transformam e moldam as experiências de cada um”. O trabalho tem a assinatura de Maurício Jara, contando com a interpretação e em cocriação com Bruno Machado.

A mostra apresenta ainda “Ferro à Ferrugem”, um trabalho que tem Alan Sencades enquanto criador intérprete. “Converte, como se depreende pelo nome da peça, a ferrugem em protagonista”, esclarece a organização, num espetáculo que conta com interpretação musical ao vivo de Bárbara Lopes (fagote).

Os espetáculos acontecem às 19h30, nos dias 26 e 27, sexta e sábado, no Teatro do Campo Alegre e no dia seguinte, domingo, às 18h00, no auditório do Teatro da Malaposta em Odivelas.

Do programa da Mostra Estufa 2021, no Teatro do Campo Alegre, consta ainda uma masterclass que contará com João Paulo dos Santos, artista de novo circo, especializado em mastro chinês e fundador da Companhia “O Espaço do Tempo”, sediada em Toulouse, na França.

No dia 27, também no Campo Alegre, mas entre as 17h00 e as 18h00, vai decorrer a Conversa Mostra Estufa com artistas, moderada por Julieta Guimarães.

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