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​Vai um pastel de nata? Este é de maçã Riscadinha de Palmela

22 jul, 2021 - 14:06 • Rosário Silva

Com denominação de origem protegida, a maçã Riscadinha “é um dos ex-libris da região”, sendo conhecida pelo “seu excelente e característico sabor” e pela sua “larga inclusão no receituário gastronómico regional”, de que é exemplo o novíssimo pastel de nata.

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Os restaurantes do concelho de Palmela apresentam a partir sexta-feira, dia 23, e durante o fim de semana, uma nova iguaria. Trata-se do pastel de nata de maçã Riscadinha, “um produto inovador”, que já pode ser encontrado na Casa Mãe da Rota dos Vinhos.

Da autoria do chef Nuno Gil, o novo acepipe pretende “promover a famosa maçã Riscadinha de Palmela”, apresentando-se “como mais uma possibilidade de confeção utilizando este fruto, que é produzido apenas no concelho, durante os meses de verão”, refere a Câmara Municipal de Palmela, parceira nesta iniciativa, em conjunto com a Associação Rota de Vinhos da Península de Setúbal.

Palmela é, de resto, conhecida como “o solar” da maçã Riscadinha, um fruto bastante enraizado no mercado, que se distingue pela forma achatada irregular, com um intenso aroma e uma epiderme colorida. São características singulares que lhe valeram o reconhecimento de Denominação de Origem Protegida (DOP).

Na apresentação do novo doce, esta quarta-feira, o chef Nuno Gil, proprietário de uma confeitaria e conhecido por já ter criado diversos doces regionais com produtos típicos da sua região, a Península de Setúbal, mostrou “enorme alegria” por poder dar a saborear mais um produto que nasce da sua paixão pela gastronomia e que há muito aguardava oportunidade para surgir.

“Esta iguaria não é minha, é nossa”, disse. “Espero que possam apreciar e gostar dela, pois, sem dúvida, dá nome e ênfase a Palmela”, acrescentou o criador deste doce, sugestionado pela receita conventual do pastel de nata tradicional.

Do lado do município, Luis Miguel Calha destacou a importância do programa “Palmela - Experiências com Sabor!” que, na última década, tem conseguido projetar o concelho e alavancar a economia local.

“Temos procurado inovar, construindo novos produtos para o nosso território e o resultado está no maior número de restaurantes que está a consumir local, com efeitos positivos para a nossa economia”, sublinhou o vereador do município de Palmela, com o pelouro do Turismo.


“Não perdendo o que tradicional”, realçou, “procurou-se inovar numa aposta que contribui para uma mais rica gastronomia, com mais visitantes para o concelho.”

A apresentação da nova guloseima acontece, precisamente, no âmbito deste programa de promoção gastronómica “Palmela - Experiências com Sabor!”, por ocasião dos Fins de Semana Gastronómicos da Fruta de Palmela.

Assim, entre 23 e 25 de julho, quem visitar os 21 estabelecimentos de restauração aderentes, de todas as freguesias do concelho, vai poder degustar especialidades gastronómicas confecionadas com a fruta da região, com destaque, naturalmente, para a famosa maçã Riscadinha e o novíssimo pastel de nata.

Maçã Riscadinha, um fruto com história

Um documento da Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), consultado pela Renascença, refere que a variedade de macieira Riscadinha “terá surgido no século XIX”, no lugar de Barris, concelho de Palmela.

A partir dos anos 20, do século XX, com o corte dos matos, a cultura da vinha em agregação com a macieira, acabou por expandir-se para a zona do Lau e Algeruz, o que levou, também, a um aumento da produção de Maçã Riscadinha de Palmela.

“Foi nesta zona que a maçã Riscadinha de Palmela se começou a evidenciar, pela sua adaptação ao local e pelas qualidades organoléticas”, lê-se na nota da DGADR.

Com a diminuição da exportação para Inglaterra da maçã Espelho, “a maçã Riscadinha de Palmela começou a sobrepor-se, pelas suas características gustativas”, uma vez que “é mais ácida.”

Hoje, este produto “é um dos ex-libris da região”, sendo conhecido pelo “seu excelente e característico sabor, pela sua utilização para perfumar as casas, devido ao seu intenso e inconfundível aroma bem como pela sua larga inclusão no receituário gastronómico regional”, acrescenta o documento.

A toponímia é também prova da forte ligação da maçã Riscadinha à região “e da importância que este produto assume na identificação do seu povo”, existindo no concelho de Palmela, pelo menos, duas ruas com o seu nome.

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