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Fernando Medina define Carlos do Carmo como "a voz" de Lisboa

01 jan, 2021 - 13:59 • Lusa

Autarca da capital considera que a voz do fadista é eterna e nunca será esquecida por Lisboa.

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O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, evocou a memória de Carlos do Carmo, que morreu hoje aos 81 anos, definindo o fadista como "a voz" da cidade, que "não o esquecerá".

Numa publicação nas redes sociais, o autarca começa por dizer que "2021 amanhece triste com a partida de Carlos do Carmo", antes de declarar que o fadista "fez de Lisboa menina e moça para o mundo inteiro ouvir".

E concretiza: "Foi a voz da cidade e esta não o esquecerá".

Para Fernando Medina, "desaparece o homem, mas a voz e as canções" de Carlos do Carmo ficam.

"Carlos do Carmo permanecerá em todos nós sempre que alguém entoar as ‘Canoas do Tejo’ ou em qualquer rua ou viela de Alfama alguém assobiar ‘Os Putos’. Sim, Carlos do Carmo será sempre ‘O Homem (da) na Cidade’", concretiza.


Morreu Carlos do Carmo, o rei do Fado
Morreu Carlos do Carmo, o rei do Fado

Carlos do Carmo morreu hoje, aos 81 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse o seu filho Alfredo do Carmo à agência Lusa.

O Governo decretou já um dia de luto nacional, para segunda-feira, pela morte do fadista.

Nascido em Lisboa, em 21 de dezembro de 1939, Carlos do Carmo era filho da fadista Lucília do Carmo (1919-1998) e do livreiro Alfredo Almeida, proprietários da casa de fados O Faia, em Lisboa, onde começou a cantar, até iniciar a carreira artística em 1964.

Vencedor do Grammy Latino de Carreira, que recebeu em 2014, o seu percurso passou pelos principais palcos mundiais, do Olympia, em Paris, à Ópera de Frankfurt, na Alemanha, do 'Canecão', no Rio de Janeiro, ao Royal Albert Hall, em Londres.

Despediu-se dos palcos em 09 de novembro de 2019, com um concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

"No Teu Poema", "Um Homem na Cidade", "Flor de Verde Pinho", "Os Putos", "Canoas do Tejo", "Lisboa, Menina e Moça", "Bairro Alto", "Por Morrer uma Andorinha", "Fado do Campo Grande" ou "Fado da Saudade", com o qual ganhou um Prémio Goya, em Espanha, foram alguns dos seus êxitos.

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