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Universidade de Göttingen

Cientistas descobrem mais dois planetas que podem albergar vida

18 jun, 2019 - 23:27 • Redação com Lusa

Os investigadores admitem que possam existir mais planetas no mesmo sistema e aguardam poder contar com os telescópios gigantes previstos para a próxima década, que poderão permitir recolher imagens diretas dos planetas e estrelas.

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Cientistas de vários países identificaram mais dois planetas que consideram poder albergar vida, com climas temperados, semelhantes à Terra e que podem conter água líquida à superfície. A equipa da universidade alemã de Göttingen utilizou vários telescópios e um espetrógrafo para estudar a estrela de Teegarden, uma anã vermelha fria a 12,5 anos luz do Sistema Solar.

"Teegarden só tem 8% da massa do Sol. É muito mais pequena e menos brilhante. Apesar de estar tão perto da Terra, só foi descoberta em 2003", disse à agência Efe o diretor do Instituto de Estudos Espaciais da Catalunha e coautor do estudo, Ignaci Ribas.

É uma estrela que arde a 2.600 graus, menos de metade dos 5.500 graus do Sol, e tem dez vezes menos massa e a emissão de energia é 1.500 vezes mais fraca.

Os planetas em causa não são diretamente observáveis e foram descobertos porque quando orbitam uma estrela, a atração gravitacional faz com que esta também se aproxime e afaste, podendo deduzir-se que existe um planeta. Os dois foram designados como Teegarden B e C. O primeiro tem uma massa semelhante à da Terra e uma órbita de 4,9 dias, enquanto o segundo demora 11,4 dias a completar uma órbita que no caso da Terra corresponderia a um ano.

"Teegarden B recebe cerca de 10% mais luz que a que a Terra recebe do Sol, por isso pensamos que talvez seja demasiado quente e não tenha água, mas é especulação, porque há aspetos dos sistemas climáticos que desconhecemos e poderiam permitir a existência de água líquida", acrescentou Ignazi Ribas.

O planeta C tem uma temperatura à superfície entre zero e cinco graus, por isso poderia ter água.

Os investigadores admitem que possam existir mais planetas no mesmo sistema e aguardam poder contar com os telescópios gigantes previstos para a próxima década, que poderão permitir recolher imagens diretas dos planetas e estrelas.

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