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Multipremiado "Terra Franca" de Leonor Teles estreia em Portugal

10 jan, 2019 - 06:50 • Redação com Lusa

Realizadora acompanhou a vida de Albertino Lobo, um pescador de Vila Franca de Xira ligado desde sempre ao rio.

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Chega esta quinta-feira às salas de cinema portuguesas, já com quatro prémios internacionais, a primeira longa-metragem da realizadora Leonor Teles. "Terra Franca" é um filme que retrata a vida dos pescadores do Rio Tejo.

Depois das curtas-metragens "Rhoma Acans" e "Balada de um batráquio", Leonor Teles assina a primeira longa documental, acompanhando a vida de Albertino Lobo, um pescador de Vila Franca de Xira ligado desde sempre ao rio.

Originária de Vila Franca de Xira, a realizadora filmou durante mais de um a vida de um "avieiro" do Tejo.

“Albertino é uma pessoa muito especial, com uma carga misteriosa que me cativou imenso. Ele possui uma relação muito especial com a natureza - algo que hoje em dia já não existe muito”, descreve à Renascença, acrescentando que o pescador “pertence à água e sente-se completo quando está no rio a pescar”.

“O meu avô materno era varino e lembrou-me de andar várias vezes com ele de barco no Tejo. E quando fui estudar cinema tive sempre dentro de mim aquele burburinho de explorar aquela zona de Vila Franca junto ao rio…achei sempre que era possível fazer lá qualquer coisa relacionada com cinema”, confessa Leonor Teles.

O nome de Leonor Teles sobressaiu no cinema português em 2016, quando venceu o Urso de Ouro, o prémio máximo do festival de Berlim, com "Balada de um batráquio". Nessa altura, estava já em filmagens "Terra Franca".

A rodagem durou quase dois anos, entre 2015 e 2017, para registar um ciclo de vida, tendo Albertino Lobo e Vila Franca de Xira como motores centrais do documentário.

O filme foi mostrado pela primeira vez em março do ano passado, em Paris, no Festival Cinéma du Réel, onde recebeu o Prémio SCAM International.

A 21 de novembro, "Terra Franca" estreou-se comercialmente em França, em 11 salas de cinema.

No mesmo mês, o filme foi distinguido com o Prémio de Melhor Primeira Obra da Competição Internacional na 33.ª edição do Festival Internacional de Cinema do Mar da Prata, na Argentina, e o Prémio Cidade de Amiens, no 38.º Festival Internacional do Filme, que se realiza nesta cidade a 120 quilómetros a norte de Paris.

O documentário de Leonor Teles recebeu ainda, entre outros, uma Menção Especial no FIDADOC - Agadir International Documentary Festival, em Marrocos, e a Menção Especial no Les Rencontres Cinematographiques de Cerbère-Portbou, no sul de França.

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