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Bispos portugueses. “É um dever de todos escolher quem nos representa”

20 fev, 2024 - 10:46 • Henrique Cunha

Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa diz que cristãos têm “a responsabilidade acrescida de participar na vida politica”, e pede "diálogo honesto" aos partidos.

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Nota do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) lembra que os “os últimos meses foram abundantes em crises que adensaram a desconfiança dos portugueses em relação às instituições”, mas sublinha que os cristãos têm “a responsabilidade acrescida de participar na vida politica”.

A nota de sete pontos do Conselho Permanente da CEP sobre as Eleições Legislativas 2024: Restituir a esperança aos cidadãos sustenta que “a abstenção não pode ter a palavra maioritária nas eleições de 10 de março”.

Os bispos fazem uma análise do quadro politico e social em que nos encontramos e afirmam que “às difíceis condições de vida de tantos portugueses, em especial dos jovens, esta crise de confiança rouba a esperança a tantos que não conseguem encontrar trabalho”. “E, quando o encontram, o seu rendimento é insuficiente para terem uma vida digna: ter habitação, acesso à educação ou dinheiro para pagar as despesas. Vivemos um momento difícil, mas desafiador. Diante das dificuldades, somos convocados pelo momento que o país vive a refletir sobre o que queremos e podemos fazer pelo nosso futuro”, acrescenta.

A nota lembra que, neste tempo de debate e reflexão, se “exige um diálogo honesto e esclarecedor entre os partidos políticos, com a apresentação de programas exequíveis e conteúdos programáticos que não se escondam por detrás de manobras mediáticas e defraudem a esperança dos cidadãos”.

“Como diz o Papa Francisco na Encíclica Fratelli Tutti, «a política é mais nobre do que a aparência, o marketing, as diferentes formas de maquilhagem mediática». Só assim os cidadãos podem optar pela adesão a projetos concretos e não a votar pela raiva ou desilusão ou, pior ainda, a não votar”, reforça.

Os bispos recordam a presença do Papa em Portugal, por ocasião da JMJ em que deixou “indicações aos dirigentes políticos portugueses para que sejam agentes da «boa politica», geradora de esperança e construtora do bem comum”.

O documento termina com um apelo reforçado “à participação na vida politica e na edificação da comunidade” e lembra aos cristãos que “votar, de forma esclarecida e em consciência, é uma responsabilidade que decorre da vivência concreta da nossa fé no meio do mundo”.

[Notícia atualizada às 11h04 de 20 de fevereiro de 2024]

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