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Diocese de Santarém destina a renúncia quaresmal ao Patriarcado de Jerusalém e Belém

09 fev, 2024 - 09:41 • Olímpia Mairos

D. José Traquina diz que “estamos todos convidados a fazer da Quaresma um tempo especial de vida, marcado com boas opções e bom discernimento”.

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Na mensagem para a Quaresma, o bispo de Santarém, D. José Traquina, informa que a renúncia quaresmal da diocese tem como destino o Patriarcado de Jerusalém e Belém.

“É a mesma Diocese que integra as comunidades cristãs de Jerusalém (Israel) e de Belém (Cisjordânia-Palestina)”, explica, lembrando que “a guerra atingiu a todos, não há turismo, as comunidades cristãs são minoria e o pastor católico, Patriarca, é o mesmo para os cristãos dos dois povos”.

“A nossa renúncia deste ano expressa também a nossa solidariedade para com comunidades cristãs em situação difícil e na terra onde Jesus viveu”

D. José Traquina diz que “estamos todos convidados a fazer da Quaresma um tempo especial de vida, marcado com boas opções e bom discernimento”.

Para o prelado, “a Quaresma é caminho e preparação para a Páscoa e é também o retomar do sentido da caminhada da vida humana”, assinalando que é “também tempo de revisão de vida”.

“Milhões de pessoas no mundo buscam e procuram, por caminhos diversos, a espiritualidade, porque a vida aponta para mais além. O ser humano é permanentemente um insatisfeito. Há sempre algo que falta por mais coisas ou bens que se tenha”, observa.

“Negar ou proibir a espiritualidade na sociedade é abafar uma dimensão impossível de ser abafada na natureza humana. Por isso mesmo a liberdade religiosa deve ser salvaguardada em todos os países”

O prelado pede também aos seus diocesanos que neste tempo tenham presente a oração individual e discreta e a oração comunitária.

Sobre o jejum, D. José Traquina explica que este “deve acontecer na busca de verdade da nossa identidade cristã”.

“A verdade como valor humano é fundamental na pessoa para viver em família e em comunidade e para edificar uma sociedade sempre a melhorar. Sem verdade, o amor fragiliza e pode desaparecer, não há liberdade que perdure. Sem verdade, uma família ou uma comunidade fica prejudicada na sua dimensão de vida e de amor. Sem verdade, uma sociedade tende para a injustiça e corrupção e a vida torna-se infernal”, alerta.

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