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Bispo de Vila Real. “Apelo a que todos vão votar”

09 fev, 2024 - 07:58 • Olímpia Mairos

A renúncia quaresmal tem “como destino a Cáritas Diocesana de Vila Real, para ser utilizada na ajuda aos imigrantes, tendo em conta que os seus pedidos de ajuda têm vindo a aumentar”.

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Na mensagem para a Quaresma, o bispo da Diocese de Vila Real, D. António Augusto Azevedo, apela à participação nas eleições legislativas, “momento importante de escolha coletiva que determinará, em grande medida, o futuro do nosso país”.

Apelo a que todos vão votar. Além de um direito, essa é a primeira forma de participar na vida democrática de um país”, diz o prelado, assinalando que “este ato não esgota o compromisso de todos na construção de um país livre, justo e solidário”.

Na visão de D. António Augusto Azevedo, após 50 anos de democracia, “não podemos desistir de sonhar com um país melhor, mas também não podemos ficar indiferentes a alguns sinais de erosão na vida coletiva”.

“Precisamos de uma conversão cívica, de um renovado compromisso ético por parte de eleitos e de uma maior participação e exigência por parte dos cidadãos eleitores”

Na mensagem intitulada “Quaresma: caminho de conversão, caminho para a liberdade”, o responsável da diocese de Vila Real assinala que este é “um tempo de graça para o cristão e um tempo favorável para a humanidade”.

“A decisão pessoal de mudança parte da consciência de que há tantas coisas no nosso quotidiano que não nos deixam ser plenamente nós próprios e realizar o bem que está ao nosso alcance”, observa.

Segundo D. António Augusto Azevedo, “para iniciar um caminho novo é preciso aceitar que se pode estar demasiado preso a coisas como o dinheiro, o écran, o jogo, o álcool ou outras dependências. Iniciar um caminho novo supõe reconhecer que há ídolos que alimentam ilusões, mas comprometem a nossa liberdade e obscurecem o futuro”, aponta.

O prelado lembra ainda que o caminho de conversão quaresmal, proposto a cristãos e a todos os homens e mulheres de boa vontade, encontra sempre uma inspiração nas práticas tradicionais da Igreja: oração, jejum e esmola.

“Em termos pessoais, familiares e comunitários, reflitamos e tomemos uma decisão sobre: ter um tempo especial de oração; uma forma concreta de jejuar; uma pessoa, causa ou instituição a quem fazer chegar ajuda material”, pede.

Na mensagem, o bispo de Vila Real aponta este tempo da Quaresma como o “momento especial para cada um se abeirar do Sacramento da Reconciliação”.

“A reconciliação com Deus e com os irmãos é uma experiência incomparável que nenhuma outra forma pode substituir”

D. António Augusto Azevedo sinaliza também que o período quaresmal coincide com uma nova fase do percurso sinodal que tem mobilizado toda a Igreja, indicando que “a próxima Assembleia Sinodal Diocesana de 25 de fevereiro contribuirá para aprofundar o estilo sinodal que deve crescer na Igreja”.

“A adoção deste estilo exige uma conversão de pessoas e de estruturas: de uma Igreja fechada, autossuficiente, cansada e rotineira para uma Igreja mais acolhedora, aberta a todos, solidária e dialogante”, explica.

Por fim, D. António Augusto Azevedo informa que este ano, o fruto da renúncia quaresmal tem “como destino a Cáritas Diocesana de Vila Real, para ser utilizado na ajuda aos imigrantes, tendo em conta que os seus pedidos de ajuda têm vindo a aumentar”.

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