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Bispo de Bragança-Miranda aponta a Quaresma como “tempo para crer, esperar e amar”

08 fev, 2024 - 09:00 • Olímpia Mairos

Renúncia quaresmal da diocese vai ajudar a reconstruir o que o incêndio destruiu na Hospedaria do Mosteiro de Palaçoulo.

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O bispo da Diocese de Bragança-Miranda apresenta a Quaresma como um “tempo para crer, esperar e amar”.

“A Quaresma é um tempo para acreditar, ou seja, para receber a Deus na nossa vida, permitindo-Lhe ‘fazer morada’ em nós. Acolher e viver a Verdade manifestada em Cristo significa, antes de mais, deixar-nos alcançar pela Palavra de Deus, que nos é transmitida de geração em geração, pela Igreja”, explica D. Nuno Almeida.

O prelado esclarece ainda que “viver uma Quaresma com esperança significa sentir que, em Jesus Cristo, somos testemunhas do tempo novo em que Deus renova todas as coisas”.

Já “viver uma Quaresma de caridade significa cuidar de quem se encontra em condições de sofrimento, abandono ou angústia”, acrescenta D. Nuno, pedindo que com “a obra de caridade” seja oferecida “uma palavra de confiança” para que todos sintam “que Deus o ama como um filho e como filha”.

Segundo D. Nuno Almeida, “a sensibilidade ao outro, tal como manifestada em Jesus Cristo, exprime-se na comunhão de bens, fruto de um desapego ao supérfluo e da assunção, como nossas, das carências do próximo. É o que designamos por ‘renúncia ou partilha quaresmal’, componente muito forte da preparação para a Páscoa. Na privação voluntária daquilo que não é essencial, copiamos as atitudes do Senhor Jesus que deu tudo e se deu a Si mesmo”.

Neste contexto, o bispo da Diocese de Bragança-Miranda faz saber que “o fruto da renúncia e partilha quaresmal de 2024, “será na íntegra para ajudar a reconstruir o que o incêndio destruiu na Hospedaria do Mosteiro de Palaçoulo” e apela à “generosidade de todos”.

D. Nuno Almeida recorda que “na madrugada de sábado, dia 27 de janeiro, as Monjas do Mosteiro Trapista da Palaçoulo foram atingidas por um grave incêndio que, alastrando rapidamente, comprometeu a zona central da hospedaria”.

“A zona mais atingida foi o sótão (que servia de arrecadação) e os quartos, que ocupavam enquanto aguardam a conclusão da construção do mosteiro. Algumas salas eram utilizadas como escritórios e áreas de trabalho (escritório da madre, escritório das irmãs ecónomas, lavandaria, armazém e embalagem da confeitaria) e o incêndio danificou-as gravemente, inutilizando parcial ou totalmente as salas, as máquinas e o material armazenado”, acrescenta.

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