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Conferência Episcopal Portuguesa

Bispos pedem aos partidos responsabilidade e propostas concretas para que eleitores não votem "por raiva"

30 dez, 2023 - 13:30 • Henrique Cunha com Redação

Para além da situação política e social do país, a mensagem de Ano Novo da Conferência Episcopal Portuguesa lembra também a situação internacional e a necessidade de se “rezar e sonhar a paz”.

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CEP pede responsabilidade política e incentiva à participação nas futuras eleições
CEP pede responsabilidade política e incentiva à participação nas futuras eleições

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Ornelas, considera "urgente uma solidariedade nacional e um compromisso claro dos partidos políticos".

Numa mensagem de Ano Novo da CEP, o também bispo de Leiria-Fátima alerta ainda para a degradação das condições sociais dos portugueses e lembra em particular os indicadores relativos "à saúde, habitação, educação e custo de vida".

"O agravamento das condições de vida das famílias e a dificuldade de acesso a bens essenciais alimentam a falta de esperança", diz José Ornelas, acrescentando que "é urgente uma solidariedade nacional e um compromisso claro dos partidos políticos".

O presidente da CEP pede aos partidos que apresentem "propostas assertivas e conteúdos programáticos compreensíveis" para que seja possível, a nível nacional, "discutir projetos e apresentar soluções".

"Só assim os cidadãos podem ser levados a optar pela adesão a projetos concretos e não a votar pela raiva ou desilusão ou, pior ainda, a não votar", garante.

Para além da situação política e social do país, a mensagem lembra também a situação internacional e a necessidade de se “rezar e sonhar a paz”.

D. José Ornelas não esquece a situação interna da Igreja em Portugal: "Na Igreja em Portugal, 2023 foi o ano em que trouxemos luz nova à realidade dos abusos de menores no seio da Igreja Católica no nosso país."

O presidente da CEP refere ainda a “notável mobilização dos jovens” durante a JMJ Lisboa 2023 e do caminho sinodal em curso.

"Foi notável a mobilização dos jovens portugueses que se empenharam, não apenas num evento de dimensões únicas e necessariamente breve no tempo, mas num compromisso com a Igreja, de forma a torná-la mais inclusiva, mais dialogante e mais participante no mundo", acrescenta.

O bispo de Leiria-Fátima termina o seu discurso com uma referência ao Papa Francisco: “reforçar e exprimir o caminho comum que a Igreja é chamada a empreender para ser, cada vez mais e melhor, sinal e instrumento de unidade na harmonia das diversidades”.

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