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Papa Francisco: “Os nossos tempos, vazios de paz, precisam de uma Mãe”

01 jan, 2024 - 10:21 • Aura Miguel

Francisco valorizou papel de Maria como modelo para toda a humanidade e sublinhou que o próprio mundo precisa de olhar para as mães e para as mulheres. Já no Angelus, mostrou preocupação com a Nicarágua.

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O rosto feminino da Igreja, a coragem das mulheres e o seu papel na construção da paz foram exaltados, na manhã desta segunda-feira, pelo Papa.

Na homilia da missa dedicada a Maria Santíssima Mãe de Deus, o Santo Padre afirmou que “a Igreja precisa de Maria para descobrir o seu próprio rosto feminino para se assemelhar ainda mais a Ela que, como mulher Virgem e Mãe, representa o seu modelo e figura perfeita para abrir espaço às mulheres e ser geradora através duma pastoral feita de cuidado e solicitude, paciência e coragem materna."

Numa Basílica de São Pedro repleta de fiéis, o Papa sublinhou que o próprio mundo precisa de olhar para as mães e para as mulheres “a fim de encontrar a paz, escapar das espirais da violência e do ódio, voltar a ter um olhar humano e um coração que vê”. E acrescentou que “toda a sociedade precisa de acolher o dom da mulher, de cada mulher: respeitá-la, protegê-la, valorizá-la, sabendo que, quem fere ainda que seja uma única mulher, profana Deus, nascido de mulher.”

Nesta solenidade, que coincide com o Dia Mundial da Paz, Francisco valorizou papel de Maria como modelo para toda a humanidade. “Os nossos tempos, vazios de paz, precisam duma Mãe que congregue a família humana. Fixemos Maria para nos tornarmos construtores de unidade, fazendo-o com a sua criatividade de Mãe, que cuida dos filhos: reúne-os e conforta-os, escuta as suas penas e enxuga as suas lágrimas”, afirmou.

Rezemos hoje pela Nicarágua

Depois da missa, já no final da recitação do Angelus, o Papa mostrou-se preocupado o que se passa na Nicarágua, onde os bispos e sacerdotes foram privados da liberdade. “Exprimo a eles, às suas famílias e a toda a Igreja do país a minha proximidade na oração”, afirmou.

Dirigindo-se, da janela do Palácio apostólico aos milhares de fiéis que encheram a Praça de São Pedro, Francisco convidou todos “à oração insistente” por aquele país de regime marxista e fez votos “para que se procure sempre o caminho do diálogo para superar as dificuldades. Rezemos hoje pela Nicarágua”.

O Santo Padre pediu também um reforço de orações pelos que sofrem com a guerra na Ucrânia, Palestina e Israel. “Rezemos todos juntos para que venha a paz”, afirmou.
Minutos antes, durante as reflexões do Angelus, o Papa citou a Mensagem deste ano para o Dia Mundial da Paz, recordando que "a liberdade e a coexistência pacífica são ameaçadas quando os seres humanos cedem à tentação do egoísmo, do interesse próprio, do desejo de lucro e da sede de poder”. E esclareceu que, pelo contrário, “o amor é feito de respeito e gentileza, desse modo, rompe barreiras e ajuda a viver relações fraternas, a construir sociedades mais justas e humanas, mais pacíficas”.
Por fim, Francisco pediu a ajuda de Maria Mãe de Deus, para que “o novo ano possa abrir caminhos de paz e reconciliação no mundo”.
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