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​Papa Francisco. Abertura a Deus, dignidade e fraternidade são "inegociáveis"

04 ago, 2023 - 17:38 • Sandra Afonso , Miguel Marques Ribeiro

O Santo Padre encontrou-se na manhã desta sexta-feira com líderes religiosos, na Nunciatura, uma forma de promover o diálogo inter-religioso e ecuménico.

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O Papa Francisco manteve na manhã desta sexta-feira um encontro com os líderes das diferentes confissões religiosas, para promover o diálogo ecuménico. À saída, alguns religiosos recebidos na Nunciatura destacaram as mensagens mais marcantes transmitidas por Francisco.

O Diretor do Departamento das Relações Ecuménicas e do Diálogo Inter-Religioso, Peter Stilwell sublinha a ideia de que, para o Santo Padre, “Há certas coisas que são inegociáveis”, nomeadamente, “a abertura a Deus , a dignidade da pessoa humana e apelo à fraternidade”.

O Papa, explica Stilwell, “Teve um gesto de lançar a mão ao bolso e disse que nós temos que ter a mão estendida para cumprimentar e não a mão no bolso”.

O Bispo Diocesano da Igreja Anglicana de Portugal também participou. Para D. Jorge Pina Cabral o encontro com o Papa foi o reconhecimento do trabalho que tem sido feito em Portugal, de diálogo inter-religioso e ecuménico.

“A presença do Santo Padre e o ter disponibilizado o seu tempo para estar connosco, foi como nos dizer que estamos no caminho certo e num caminho importante para a nossa missão enquanto igrejas e enquanto religiões também em Portugal”, afirmou.

O bispo referiu ainda que a caminhada inter-religiosa se começou a fazer “há uns anos a esta parte”, caracterizando-se “pela inclusão, pelo encontro entre responsáveis religioso e particularmente as minorias religiosas e isso tem promovido no nosso país um espaço de inclusão, de conhecimento e de partilha de recursos humanos materiais e espirituais”.

Um representante da Aliança Evangélica também foi recebido pelo Papa Francisco. Aos jornalistas, Timóteo Cavaco sublinha que as diferentes religiões hoje procuram a inclusão e o diálogo, depois de anos em que “inter-agiram num espírito de confronto e de desclusão”.

Para o presidente da Aliança Evengélica de Portugal, “O que pretendemos nestes tempos que estamos a viver é que esse encontro e essa ligação se possa fazer em diálogo e em inclusão”. Para o efeito, diz o religioso, “Há que construir um terreno comum”.

Suryakala Chhanganlal, Representante da Comunidade Hindu de Portugal, diz que participa nesta Jornada com “muito orgulho” e destaca o facto de o Papa se ter deslocado para um encontro com jovens de todo o mundo.

O Sumo Pontífice tem passado “uma mensagem de esperança, que Deus está aberto a todos, mas depois não se esquece de todas as unidades onde é preciso que todos façamos o esforço para nos modificarmos para podermos criar uma sociedade com paz”, destacou a religiosa.

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