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Covid-19 fez mais de 131 mil órfãos no México

06 fev, 2023 - 09:40 • Olímpia Mairos

Igreja alerta que estas crianças correm agora o risco de negligência emocional, física e social.

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Há 131.325 crianças mexicanas órfãs pela pandemia de Covid-19. Os dados são revelados pelo “Relatório sobre a família no México 2022: desafios e transformações em termos de esperança”, citado pela agência SIR.

Produzido pelo Centro de Estudios de Familia, Bioética y Sociedad (Cefabios) de Pontifícia Universidade do México, em colaboração com a Conferência Episcopal Mexicana, o documento alerta para dois outros problemas causados pela pandemia: uma lacuna educacional de dois anos e um aumento da pobreza para os mexicanos que perderam ou viram os seus rendimentos caírem consideravelmente.

Já a Igreja da arquidiocese da Cidade do México, no seu site “Desde la Fe”, apela a todos os cidadãos, para evitarem o “abandono psicológico, físico e social” destas crianças, advertindo que “todos os cidadãos são chamados a assumir a responsabilidade inerente ao seu papel na família, especialmente no cuidado e educação dos filhos”.

A pandemia tem tido um impacto muito forte no país, quer pelo número muito elevado de casos, quer pela percentagem muito elevada de mortes, quando comparada com a média mundial. Entre os muitos efeitos, o mais grave prende-se com o grande número de crianças e jovens que ficaram sem as suas figuras de referência.

“É prioritário trabalhar no fortalecimento das famílias em todas as suas estruturas, pois a família continua a ser a instituição mais importante que existe, sobretudo em momentos de crise emocional, doença ou insegurança”, lê-se no editorial da publicação.

O texto insta também os governos e todos os atores sociais a cuidarem desse grande tesouro que é a família, a trabalharem para a fortalecer, a fim de evitar que caia no abandono.

“Uma família dividida ou fragmentada é um terreno fértil para os vícios que hoje prejudicam a nossa sociedade”, adverte-se, ao mesmo tempo que se apela a todos os cidadãos para que “assumam o seu papel no seio familiar, nomeadamente no cuidado e formação das crianças, adolescentes e jovens, pois são eles que mais precisam de nós”.

“Ignorar essa obrigação contribui para a perda de valores e, portanto, para um país violento”, sinaliza a publicação, destacando o papel importante da Igreja na promoção da “esperança baseada na fé e nos valores da cultura cristã, que são a luz para a nossa sociedade”.

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