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JMJ 2023. Governo espera retorno económico de cerca de 350 milhões de euros

29 nov, 2022 - 20:02 • Lusa

José Sá Fernandes, coordenador do grupo de projeto para a JMJ, afirma que o ponto de encontro dos jovens é na zona de Loures e Lisboa junto ao rio Tejo, mas haverá outros locais onde vão decorrer eventos relacionados, designadamente Parque Eduardo VII, Belém e Oeiras.

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A Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que se realiza no próximo mês de agosto em Lisboa, vai ter um retorno económico para Portugal de cerca de 350 milhões de euros, revelou esta terça-feira o coordenador do evento nomeado pelo Governo.

“O retorno dos estudos económicos feitos em relação a Madrid representa um benefício económico de cerca de 350 milhões de euros. Eu presumo que Portugal vai ter um retorno económico desta grandeza”, disse José Sá Fernandes, na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto.

Numa audição pedida pelo PSD para explicar os trabalhos de preparação do evento, o coordenador do grupo de projeto para a JMJ, que vai decorrer na capital, entre 1 e 6 de agosto de 2023, afirmou que o ponto de encontro dos jovens é na zona de Loures e Lisboa junto ao rio Tejo, mas haverá outros locais onde vão decorrer eventos relacionadas com a JMJ, designadamente Parque Eduardo VII, Belém e Oeiras.

Além do ‘grande evento’, que vai decorrer no Parque Tejo, a JMJ vai também ter como palcos o Parque Eduardo VII, onde vai realizar-se a missa de acolhimento, via-sacra e acolhimento do papa Francisco, Belém, onde vai acontecer a iniciativa intitulada “A cidade da alegria”, e Oeiras, local para o encontro dos voluntários com o papa.

O coordenador do grupo de projeto para a JMJ sublinhou que “já estão fixados” todos os locais dos eventos da JMJ, considerando ter sido “um processo lento e demorado”.

José Sá Fernandes sublinhou que se trata do “maior evento que aconteceu alguma vez em Portugal, porque foi sempre o maior evento onde se realizou”.

“Nunca foi feito uma coisa destas em Portugal, é uma expectativa enorme que todos sentimos em receber um evento desta dimensão. Uma organização de cariz católico, da igreja, mas não deixa de ser um encontro com um número nunca inferior a um milhão de pessoas”, frisou.

O mesmo responsável garantiu que a coordenação do evento está “a recuperar o tempo e os diversos eventos vão realizar-se como o pretendido”.

“Em relação aos custos, tudo aquilo que tem sido noticiado é mais do que suficiente para responder às necessidades que o evento necessita”, sustentou.

Em outubro, o Governo aprovou um reforço de 20 milhões de euros, mais IVA, elevando a estimativa dos custos da responsabilidade do Governo para 36,5 milhões de euros, segundo avançou na altura à Lusa uma fonte do gabinete da ministra-adjunta e dos Assuntos Parlamentares.

José Sá Fernandes avançou também aos deputados que os planos da segurança e da saúde estão a ser preparados, enquanto o plano da mobilidade deverá estar concluído esta semana.

O coordenador do grupo de projeto para a JMJ precisou que os jovens em Lisboa vão fazer as suas deslocações para os eventos a pé.

José Sá Fernandes disse ainda que estão a ser tratadas todas as questões ligadas aos vistos para que os jovens consigam vir a Lisboa “nas melhores condições”, existindo uma subcomissão ligada aos vistos e às várias dioceses do mundo inteiro.

O Papa Francisco vai estar na JMJ, devendo também deslocar-se a Fátima, mas fora do âmbito do evento que se realiza em Lisboa.

José Sá Fernandes afirmou que a visita do papa a Portugal em agosto tem três componentes: no âmbito da JMJ, visita pastoral associado à JMJ e visita de estado.

“A preparação do evento tem um grau de incerteza grande pela quantidade de pessoas e pela agenda do papa”, disse.

A JMJ é um evento da igreja católica, que tem a responsabilidade da alimentação, alojamento e organização da deslocação dos jovens peregrinos a Lisboa.

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