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"A malta está entusiasmada". JMJ espera "multidão de voluntários de todos os sítios"

15 jul, 2022 - 06:37 • Ângela Roque

Vão ser precisos mais de 20 mil voluntários para trabalhar na Jornada Mundial da Juventude, que Lisboa acolhe em agosto do próximo ano. Inscrições só abrem depois do verão, mas já há muito “trabalho invisível” a ser feito, garante Margarida Manaia, responsável por esta área na JMJ. “Juntem-se a nós”, pede Nuno Campos, um dos mais de mil chefes de equipa já recrutados.

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Margarida Manaia e Nuno Campos - Voluntariado na Jornada Mundial da Juventude

A pouco mais de um ano para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Lisboa, ao todo já estão a trabalhar na preparação do evento entre 400 a 500 pessoas, a maioria voluntários.

Mas, até começar e quando estiver a decorrer vão ser precisos muitos mais braços. “O nosso foco são os voluntários para a Jornada. Serão precisos 20 mil, no mínimo, mais umas centenas que virão uns meses antes. Estamos a falar de 20, 25, 28 mil”, diz à Renascença Margarida Manaia, responsável pela área do Acolhimento e Voluntariado.

A JMJ vai decorrer de 1 a 6 de agosto de 2023, mas quem se disponibilizar a trabalhar na Jornada terá de estar disponível a partir de 23 de julho. “É a semana anterior, há muita coisa a preparar para a receção dos peregrinos todos, para os eventos, e há muita formação que tem de ser dada aos voluntários nessa semana”, explica.

As inscrições para ser voluntário na JMJ só vão abrir depois do verão, mas há muita ajuda que pode ser dada já. “Quem quiser que vá à sua paróquia, em Lisboa, Santarém ou Setúbal, e pode desde já candidatar-se e comprometer-se com esse serviço. Os voluntários centrais, que só vão trabalhar na Jornada, é que terão de esperar pela abertura da plataforma de inscrições”, que irá ficar acessível no site da JMJ.

Podem ser voluntários os maiores de 18 anos. “Devem indicar o que sabem fazer, que línguas falam, porque tudo é importante para percebermos onde é que essa pessoa pode servir melhor na Jornada. Inscreve-se e depois haverá um processo de validação”, indica Margarina Manaia, que espera receber “uma multidão de voluntários de todos os sítios. Gostava muito de ter aqui um planetário, um mundo representado”.

O balanço do que já se fez até agora é positivo, garante. “Já estamos com muito trabalho, que às vezes nos dizem que é invisível – não se vê, nem se fala dele -, mas já está a ser feita muita coisa, em muitas áreas”.

“Há equipas a trabalharem na logística, em que precisam de preparar tudo o que é transportes, alimentação, saúde. Há muito para ser preparado, pensado e implementado, e em articulação com o Governo e as câmaras municipais de Lisboa e Loures. Depois há a área pastoral, que é o coração da Jornada, e tem de pensar nos eventos – na missa com o Papa, na Vigília e na Via Sacra, no acolhimento ao Papa, do ponto de vista litúrgico, mas também cénico”, refere.

Margarida Manaia diz, ainda, que “há muita recetividade por parte das paróquias, movimentos, empresas, e temos uma equipa muito entusiasmada com o que está a fazer”, apesar de nem todos no país se terem apercebido da dimensão que a JMJ irá ter.

“Às vezes pessoas dizem-me: ‘ah, já cá tivemos outros eventos grandes em Portugal (Rock in Rio, Europeu de Futebol)’. Aqui estamos a falar de outra coisa. É um evento que não sabemos quantos participantes vai ter, porque as inscrições ainda não abriram, mas olhando para Jornadas anteriores (na Europa), em Madrid estiveram dois milhões de jovens e em Cracóvia um milhão e meio”, sublinha.

"Vai ser um evento transformador"

Nuno Campos, 30 anos, é voluntário da JMJ e um dos chefes de equipa. “Já passámos os mil neste momento, e estamos a ter reuniões e formação para nos prepararmos para as nossas verdadeiras funções na Jornada”, conta à Renascença.

No total serão precisos 2.500 chefes de equipa. “Ainda estamos a meio, vamos ter de angariar muitos mais!”. Mas, na prática, o que é que fazem? “Vamos ter um conjunto de voluntários à nossa responsabilidade e nestas pequenas equipas (de 10 a 15 voluntários) vamos fazer a máquina andar”.

“Vamos estar nas paróquias, nos eventos, nos sítios onde as pessoas mais poderão passar, prestar informações, ajudar com a logística, ajudar as paróquias de acolhimento a receber as pessoas, orientar os peregrinos, preparar as refeições. É todo um mundo de organização que vai passar pelas mãos destes 20 a 25 mil voluntários”. E acrescenta: “é uma coisa muito, muito grande, que vai exigir de nós muita preparação e disponibilidade”.

Na paróquia a que pertence, a da Amadora, Nuno Campos garante que a JMJ já mexe, e que devido à dinâmica que tem sido impressa pelo Comité Organizador Paroquial (COP), “a malta está a ficar entusiasmada!”.

Pela experiência que teve como peregrino e voluntário na Jornada Mundial da Juventude de Madrid, não tem dúvidas de que em Lisboa este “vai ser um evento transformador, não só da Igreja, nem da Pastoral Juvenil, mas de todo o país”.

Nuno Campos deixa um convite aos jovens: “juntem-se a nós, ajudem-nos a preparar esta experiência”.

Margarida Manaia lembra que ser voluntário é “viver a JMJ como protagonista, é viver a Jornada por dentro, servir com o que se tem e sabe, trabalhar em equipa e estar numa festa enorme com jovens de todo o mundo. É uma experiência única”.

Deixa, por isso, o convite: “não deixem de vir. Venham como peregrinos, venham como voluntários, e que desde já se empenhem nisso, onde estejam”.

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