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Liga Operária Católica alerta para "outras pandemias que continuam a matar mulheres"

08 mar, 2022 - 12:16 • Olímpia Mairos

No dia em que se assinala o Dia Internacional da Mulher, organismos católicos defendem que é urgente redirecionar os caminhos, retificar desigualdades históricas, romper com o silêncio e construir um mundo mais humano.

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A LOC/MTC – Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos de Portugal, alerta, neste Dia Internacional da Mulher, para as desigualdades que se acentuaram em tempos de pandemia.

Lembrando que este dia é vivido “no meio de uma pandemia sanitária que causou estragos nas economias e sociedades do mundo”, os organismos da Igreja destacam o importante papel desenvolvido pelas mulheres.

“Neste tempo particular de crise, as mulheres estiveram na primeira linha dentro e fora do lar”, lê-se na mensagem.

“Apesar deste trabalho das mulheres, desarticularam-se os sistemas sociais, os de proteção e os apelos de auxílio, as denúncias de violência e os abusos sexuais aumentaram. As mulheres ficaram à mercê da violência doméstica em condições de maior vulnerabilidade, produzindo-se um aumento de feminicídios como expressão mais horrenda contra elas”, elencam.

Também em termos de emprego, sublinha-se que em todo o mundo foram as mulheres as mais afetadas pelos despedimentos e a redução de salários antes e durante a pandemia, agravando os desequilíbrios e as consequências negativas.

“Por isso, urge redirecionar os caminhos, retificar essas desigualdades históricas, romper com o silêncio e construir um mundo mais humano. É importante lutar contra outras pandemias que continuam a matar mulheres, para que deixem de viver na situação mais precária”, defendem.

Os organismos da Igreja católica prometem, por isso, “continuar a cuidar as linhas da vida, ainda que isso implique deixar comodidades e costumes”.

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