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Rússia-Ucrânia

Bispo das Forças Armadas. Diálogo deve "vencer todas as barreiras" entre Rússia e Ucrânia

18 fev, 2022 - 18:50 • Ecclesia

D. Rui Valério acompanha com "apreensão" e "oração" a situação no leste europeu.

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O bispo das Forças Armadas e de Segurança está a acompanhar com “apreensão” e “oração” a situação entre a Ucrânia e a Rússia e faz um apelo ao diálogo, lembrando “um dos pilares do Papa Francisco”.

“Um dos pilares do pontificado do Papa Francisco tem sido de reiteradamente recordar que, no diálogo, na escuta e na partilha da palavra, é possível vencer todas as barreiras e todas as adversidades. E, por isso, na Rússia e na Ucrânia, esse conselho de sabedoria do Papa, deve ser escutado e levado à prática”, afirmou D. Rui Valério à Agência ECCLESIA.

O responsável acompanha “dia-a-dia” o evoluir da situação entre os dois países, que, nas últimas horas conheceu acusações entre o exército ucraniano e as milícias separatistas pró-russas.

Da parte das chefias das Forças Militares e de Segurança portuguesa, D. Rui Valério afirma receber “pedidos de oração”.

“Este pedido que me foi feito pelas chefias militares – 'Acompanhe-nos com a sua oração' - tem sido o que faço: rezo pela paz. É com oração que tenho acompanhado e tenho, dia após dias, apreendido as novas que ali acorrem”, explica.

D. Rui Valério manifesta a esperança que a situação possa ser resolvida sem recurso à guerra.

“Há uma certa apreensão mas ao mesmo tempo uma forte confiança na luz de Cristo, porque o povo russo é também um povo que se deixa iluminar pelo mistério trinitário e estou confiante que tudo vai correr, de acordo com os propósitos mais profundos, os propósitos da harmonia, da paz e da concórdia”, indica.

A Ucrânia enfrenta uma crise no leste do país, com conflitos armados entre as forças de Kiev e separatistas pró-russos apoiados por Moscovo; a Rússia é acusada pelos países ocidentais de preparar uma invasão ao território ucraniano, depois de ter anexado a região da Crimeia há oito anos, em 2014.

Moscovo rejeita as acusações e critica o Ocidente por, alegadamente, procurar o alargamento da NATO até às suas fronteiras, exigindo o fim do reforço militar da Aliança Atlântica no leste europeu.

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