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Abusos são o "11 de setembro da Igreja", diz secretário de Bento XVI

11 set, 2018 - 20:03

D. Georg Ganswein defendeu o papel do papa Bento XVI na luta contra estes casos que durante o seu pontificado descreveu os abusos do clero como um ataque à Igreja vindo de dentro.

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Os abusos sexuais cometidos por padres contra crianças durante anos são o "11 de setembro da Igreja Católica”, afirma o arcebispo D. Georg Ganswein, secretário do Papa Emérito Bento XVI.

"Hoje é 11 de setembro, data de um desastre apocalíptico, e da Igreja, no turbilhão de notícias nas últimas semanas", disse o arcebispo, em referência ao abuso sexual.

"No entanto (a nossa catástrofe) não está associada a uma única data, mas a muitos dias, a muitos anos e a incontáveis vítimas", acrescentou o "homem forte" do Vaticano durante o pontificado do Papa Bento XVI.

D. Georg Ganswein usou a comparação entre os ataques de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, e o "terramoto" na Igreja Católica criado pelas revelações sobre décadas de abuso sexual durante a apresentação do livro "A opção Bento", de Rod Dreher, que decorreu no parlamento italiano.

"Ninguém atacou a Igreja de Cristo com aviões cheios de passageiros. A Basílica de São Pedro ainda está de pé", disse adiantando, contudo que as notícias recentes deram conta de quantas pessoas foram irremediavelmente feridas por sacerdotes da Igreja Católica.

O arcebispo referia-se às conclusões do Supremo Tribunal da Pensilvânia, nos EUA, que documenta 300 casos de padres abusadores em seis dioceses e identifica cerca de 1.000 crianças vítimas.

D. Georg Ganswein defendeu o papel do papa Bento XVI na luta contra estes casos que durante o seu pontificado descreveu os abusos do clero como um ataque à Igreja vindo de dentro.

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