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Eleições Europeias

Tânger Corrêa assume que "não foi bom dia" para o Chega. "Sou o único responsável", diz Ventura

10 jun, 2024 - 00:47 • Diogo Camilo

Líder do partido assume que objetivo de vencer as eleições não foi conseguido. Partido perdeu 780 mil votos em relação às eleições de 10 de março, mas continua a ser a terceira força política e elege dois eurodeputados.

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O Chega reconheceu este domingo que “não foi um bom dia” para o partido, depois de ter falhado o objetivo de vitória nas eleições europeias e conseguido menos 780 mil votos em relação às legislativas de março.

Em reação, o cabeça de lista, António Tânger Corrêa, começou por dizer que “há ganhar e perder, perder e ganhar” e agradeceu ao líder do partido, André Ventura.

Prometendo ir para Bruxelas “com tudo”, o cabeça de lista do Chega nestas europeias garantiu que os dois representantes do do partido serão "os únicos a fazer política europeia" no Parlamento Europeu. Além de Tânger Corrêa, foi eleito Tiago Moreira de Sá.

"Não vim para ser candidato às europeias para ter um tacho. Não vim para ter um futuro, porque tenho um passado", indicou.

Depois do candidato, o líder do partido disse ser o "único responsável" pelo resultado do partido nas europeias.

Ainda assim, André Ventura começa por dizer que o partido começa por dizer que o Chega "passa de ter zero eurodeputados a ter dois", realçando que os quase 400 mil votos conseguidos são muitos mais que os cerca de 50 mil votos conseguidos em coligação em 2019.

"Nem liberais, nem extrema-esquerda. Continuamos a ser nós a terceira força política portuguesa. O Chega não venceu, mas ninguém nos ultrapassou", disse, garantindo que o Chega "trabalhará para ganhar o Governo".

Ventura diz que o Chega "não atingiu os objetivos", que passavam por ganhar as eleições, mas garantiu que "não se pode extrapolar destas eleições resultados de eleições legislativas".

"Nós não somos como aqueles que ganham sempre ou que saem felizes a dizerem que ganharam", disse, afirmando que, enquanto o partido não vencer as eleições, “nunca será bom”.

Nestas europeias, o Chega perdeu todos os concelhos em que tinha sido o mais votado nas legislativas de 10 de março, não conseguindo ser o mais votado em nenhum dos 308 municípios depois de ter sido o partido que recolheu mais votos em nove concelhos nas eleições de há três meses.

O partido que tinha António Tânger Corrêa como cabeça de lista também não foi o mais votado no distrito de Faro, onde o Chega tinha conseguido três dos nove deputados nas legislativas de março.

Em Albufeira e Loulé, o Chega foi ultrapassado por AD e PS, com a coligação a ser a mais votada. Em Lagoa, Loulé, Olhão, Portimão, Silves, Elvas, Benavente e Salvaterra de Magos, o PS foi o mais votado e a AD foi a segunda força política mais votada.

O Chega terminou em terceiro lugar em todos os nove concelhos em que tinha sido o partido mais votado a 10 de março.

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