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Diálogo? "Todos têm de fazer um esforço para aproximar posições", diz Montenegro ao PS

10 jun, 2024 - 20:20 • Lusa

À chegada a Pedrógão Grande, onde marcou presença nas celebrações do Dia de Portugal, Pedro Nuno Santos declarou que o resultado eleitoral demonstra que "o Governo [eleito pela coligação AD — PSD/CDS-PP/PPM] precisa também de querer envolver o parlamento e a oposição".

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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defende que é preciso materializar a palavra diálogo e que todos têm de fazer um esforço para aproximar posições.

"Todos falam, de facto, muito em diálogo, mas todos têm de fazer um esforço para aproximar posições. Vamos tentar fazê-lo", afirmou aos jornalistas Luís Montenegro, em Pedrógão Grande, norte do distrito de Leiria, após a cerimónia militar comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Reconhecendo que é preciso materializar a palavra diálogo, o primeiro-ministro adiantou que "há, com certeza", pontos de encontro entre PS e PSD para o futuro.

As declarações de Luís Montenegro foram feitas após o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, ter dito que o resultado das europeias mostrou que os portugueses disseram ao Governo que tem de envolver a oposição.

Questionado sobre se o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, agigantou a vitória de domingo nas eleições europeias, Luís Montenegro, também líder do PSD, escusou-se a comentar, remetendo para as comemorações do Dia de Portugal, no qual se celebra "a portugalidade, a alma portuguesa, o sentido de unidade e de coesão e de independência" do país, frisando que "é isso que importa hoje".

À chegada a Pedrógão Grande, onde marcou presença nas celebrações do Dia de Portugal, Pedro Nuno Santos declarou que o resultado eleitoral demonstra que "o Governo [eleito pela coligação AD — PSD/CDS-PP/PPM] precisa também de querer envolver o parlamento e a oposição".

Para o líder do PS, "é muito claro que os portugueses não gostaram da forma como o Governo foi lidando com o Parlamento e a oposição".

"Se não, o Governo que tomou posse há dois meses não tinha acabado de perder umas eleições", disse.

Pedro Nuno Santos vincou que o Governo tomou posse "há dois meses" e que teve um "último mês com campanha intensa, com medidas atrás de medidas", e, mesmo assim, "perdeu as eleições" europeias.

Questionado pelos jornalistas sobre se o primeiro-ministro, Luís Montenegro, terá entendido essa mensagem, o secretário-geral do PS disse que espera "que tenha percebido".

Pedro Nuno Santos reafirmou que o PS não será "fator de instabilidade", realçando que não é o partido que lidera que excluiu "qualquer vontade de diálogo".

O PS foi o partido mais votado, com 32,1% e oito eurodeputados, nas europeias de domingo, à frente da Aliança Democrática, que teve 31,1% e sete mandatos, segundo os resultados provisórios.

Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, o Chega, que elegeu dois eurodeputados, foi a terceira força política, com 9,79%.

Também com dois deputados eleitos, a Iniciativa Liberal (IL) obteve 9,07% dos votos.

O Bloco de Esquerda (BE) recolheu 4,25% dos votos e a CDU (PCP/PEV) 4,12%, obtendo um eurodeputado cada.

As comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas centram-se este ano em Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande, concelhos fustigados pelos incêndios de junho de 2017, de que resultaram 66 mortos e 253 feridos. Estes fogos destruíram também cerca de meio milhar de casas e 50 empresas.

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  • Anastácio José Marti
    11 jun, 2024 Lisboa 09:03
    Mas afinal quem é que está querendo governar o país? Já alguém viu algum esforço de Montenegro para ter alguma moral de vir exigir aos outros o que até hoje não teve? Isto do olhem para o que eu digo e não para o que eu faço tem de ter um fim pois enquanto tal fim não chegar, jamais dignificarão a política e os políticos. Como exemplo vergonhoso do que afirmo, vejam em quantas deslocações o atual Primeiro Ministro, na presença do Presidente da República, a exemplo do seu antecessor, afirmou não querer deixar nenhum português para trás, mas simultaneamente, nada assumir até hoje para pôr fim aos homicídios profissionais que reinam na Administração pública com trabalhadores DEFICIENTES, que já o informaram desta vergonha até hoje mantida impunemente pelo mesmo e pelos seus ministros. Será assim, permitindo estas vergonhas em pleno século XXI que nenhum português fica para trás? É este o respeito pelo suposto trabalho DIGNO em virgo no país mas nunca respeitado pela Administração Pública como estes exemplos disso fazem prova? Recordo o Governo que existe um PRINCÍPIO DA IGUALDADE DE TRATAMENTO, que nestes casos continua a ser letra morta, e será assim que se dignifica o suposto Estado de Direito e Pessoa de Bem que o país diz ser sem provar que o é?

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