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Legislativas 2024

Montenegro diz a Pedro Nuno que é preciso "estabilidade emocional" para governar

04 mar, 2024 - 22:31 • Lusa

O presidente do PSD lamentou que o PS associe a Aliança Democrática ao perigo de novos cortes de salários e pensões.

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Ouça a reportagem da jornalista Manuela Pires Foto: Tiago Petinga/Lusa

O presidente do PSD disse esta segunda-feira que "para se governar um país também é preciso ter estabilidade emocional", dirigindo-se ao secretário-geral do PS, a quem acusou de fazer um discurso do medo e divisionista contra a AD. Num comício no auditório do Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, o líder da AD sublinhou ainda as "duas formas de estar diferentes" que estão em cima da mesa nas eleições de 10 de março.

"Se a campanha do PS e do meu principal adversário é andar a meter medo às pessoas, é querer vir com estas coisas de que vai cortar, vai fazer e acontecer, era importante que ele pudesse parar, pensar naquilo que diz. Sinceramente, pensar naquilo que diz", aconselhou Luís Montenegro.

"Para se governar um país também é preciso ter estabilidade emocional. É preciso ter estabilidade para compreender os outros, é preciso ter estabilidade para nos sabermos colocar no lugar dos outros", acrescentou.

O presidente do PSD, que tem acusado o PS de "confundir o partido com o Estado", sugerindo que quer o Estado a "mandar nas pessoas", considerou que há uma diferença entre as suas críticas e as de Pedro Nuno Santos: "Aqui não há o nós e o eles, aqui há o Portugal, todos nós. É que esta postura também faz diferença".

"Aquilo que também está em cima da mesa no domingo são duas formas de estar diferentes, são duas formas diferentes de ver o país, são duas formas diferentes de ver a condição humana individualizada de cada um na sociedade, são duas formas diferentes de conceber o país e de conceber a vida de cada um", sustentou.

Segundo Luís Montenegro, "se por acaso as pessoas acreditam mais numa conceção em que o Estado, o Governo, o PS diz às pessoas o que é que elas devem ser, diz que umas são boas e as outras são más, diz que os seus adversários estão a pensar em trazer cortes, em trazer malfeitorias às pessoas, se as pessoas mesmo acreditam nisso têm mesmo de votar no PS".

"Porque se votarem na AD o que vão ter é uma resposta diferente: vão ter a valorização do indivíduo, da criança que está a crescer, do jovem que está na escola, da pessoa que está no emprego, daqueles que estão hoje no ativo e daqueles que estiveram aqui antes de nós e que merecem o nosso respeito", contrapôs.

A coligação PSD/CDS-PP/PPM acredita que "uma sociedade forte é que traz crescimento" e não quer dizer às pessoas "o que elas têm de fazer", quer dar-lhes "os instrumentos para elas fazerem aquilo que sabem, aquilo que querem", prosseguiu.

Para a AD, "quem tem de alavancar a sociedade não é o Estado, são as pessoas, são as instituições, são as empresas, são os agricultores, são os comerciantes, são aqueles que nas indústrias põem parte do do seu capital a arriscar em nome de todos", reforçou.

O presidente do PSD lamentou que o PS associe a AD ao perigo de novos cortes de salários e pensões.

"É o meu compromisso de honra: nós vamos aumentar as pensões todos os anos, de acordo com a lei, e vamos aumentar mais aquelas que são mais baixas, e vamos garantir um rendimento mensal no final desta legislatura equivalente a 820 euros", reiterou.

Sobre o passado, defendeu que nem é preciso "contar a história", porque "os portugueses sabem quando é que ganharam verdadeiramente mais qualidade de vida, quando ganharam verdadeiramente mais poder de compra, e também sabem quando perderam e por que perderam".

Luís Montenegro atribuiu a Pedro Nuno Santos um discurso que "divide a sociedade", que "julga os outros com maldade" e argumentou que assim "não se consegue alavancar um país" e "não se consegue sequer estabilidade, que é um valor fundamental para governar".

"A mim o que me assusta é alguém querer governar o país a dizer: metade ou mais de metade do país são o eles, que querem mal às pessoas", declarou.

Quanto ao seu discurso, alegou: "Eu não julgo o PS nem os outros partidos a pensar que eles têm más intenções, eu nunca digo que eles querem empobrecer as pessoas, o que eu digo é que as consequências das políticas deles têm esse resultado".

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