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PAN tem de fazer "avalição" para decidir acordos de governalidade

21 fev, 2024 - 13:23 • Lusa

Inês Sousa Real considerou necessário fazer essa avaliação, não querendo, para já, estar a comprometer o partido com "uma realidade que não se conhece a este tempo".

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A dirigente do PAN, Inês Sousa Real, afirmou esta quarta-feira que o seu "grande compromisso" é com as causas que representa na Assembleia da República e com as pessoas, escusando-se a dizer se estaria disponível para acordos de governabilidade com o PS ou com a AD.

"O que faremos é olhar para quem esteja em condições de formar Governo e ver de que forma se aproximam das causas que representamos. Temos um caderno de encargos muito claro, que precisamos de garantir na próxima legislatura", disse Sousa Real no Porto, apontando os casos do cabaz alimentar com IVA zero, a revisão dos escalões do IRS ou as creches grátis para todas as famílias elegíveis. .

A dirigente do PAN deu também o exemplo das questões da descarbonização da economia e ambiente, lembrando que ficaram "de fora do debate de Pedro Nuno Santos e Luis Montenegro" nas televisões na segunda-feira.

Inês Sousa Real considerou necessário fazer essa avaliação, não querendo, para já, estar a comprometer o partido com "uma realidade que não se conhece a este tempo".

"Já deixámos claro que há linhas vermelhas, quer do ponto de vista ideológico, porque não queremos retrocessos em matérias de igualdade de género, porque os direitos das mulheres levaram muito tempo a conquistar, também não queremos retrocessos em matéria de igualdade, por exemplo, para as pessoas LGBTI ou em matéria de não descriminação ou de combate aos fenómenos de ódio", sustentou.

Segundo Inês Sousa Real, "são direitos que em sociedade não podemos dar como adquiridos".

"Quando vemos forças populistas a crescer e ascenderem ao poder ou até mesmo na AD, Luís Montenegro dar a mão quer a Nuno Melo quer a Gonçalo da Câmara Pereira, nós sabemos que há aqui responsabilidade dos partidos do espetro democrático de garantirem a estabilidade governativa e de garantirem que estes direitos não são postos em causa, e para não termos também uma crise social a par da crise socioeconómica que o país atravessa", salientou.

O PAN quer ser "uma solução do ponto de vista das causas que representa na Assembleia da República", frisou.

A dirigente do PAN falava no Centro Juvenil de Campanhã, no Porto, onde hoje se deslocou para alertar para as lacunas que existem no país do ponto de vista do apoio à saúde dos jovens, seja na saúde em termos gerais, seja, em particular, no caso da saúde mental.

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