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Inês Sousa Real

Entendimento com PS ou PSD? “Se houver um bom dote” o PAN “não dirá que não”

18 jan, 2024 - 09:16 • Susana Madureira Martins , Daniela Espírito Santo , Liliana Monteiro , Vítor Mesquita

Inês Sousa Real não adianta alianças, mas assegura que o partido não está disponível "para alimentar a extrema-direita".

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Inês Sousa Real na Renascença. Líder do PAN diz que partido "vai fazer tudo para travar concessões" de lítio
Inês Sousa Real na Renascença. Líder do PAN diz que partido "vai fazer tudo para travar concessões" de lítio

A pergunta não é o que o PAN pode vir a fazer pelo PS ou PSD, mas o que o PS e PSD pode fazer pelo PAN. Inês Sousa Real defende, na Renascença, que, num cenário em que o partido esteja na posição de garantir uma maioria parlamentar, terão que ser socialistas e sociais-democratas a aproximarem-se do PAN.

"Terá que ser perguntado a Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro até onde estão dispostos a ir para acompanhar as preocupações do PAN nas suas causas e nos seus valores, nomeadamente na proteção animal, nas questões ambientais e nos direitos humanos".

"Isto não é uma oferta de casamento, não estou à espera do dote. Mas, se houver um bom dote, digamos, para as nossas causas, o PAN não dirá, evidentemente, que não àquilo que faça avançar as suas causas", acrescenta.

Uma coisa é certa: o PAN "não está disponível para viabilizar qualquer solução governativa que dê apoio ou a mão ao Chega". "Não estamos disponíveis para alimentar a extrema-direita", assegura Inês Sousa Real.

Quanto à questão dos subsídios de risco que foram atribuídos apenas à Polícia Judiciária, Inês Sousa Real defende estar do lado da GNR e PSP, considerando injusta a excepção. E vai mais longe: defende o alargamento deste subsídio aos bombeiros.

"Não podemos olhar apenas para as forças policiais, mas também temos que olhar, por exemplo, profissões de risco como os bombeiros, que lembramo-nos deles no verão - e não apenas pelos calendários mas, como é evidente, por causa dos incêndios".

"Acabamos por não ter esse cuidado durante todo o ano e pensar que estamos a falar de profissões de risco, que também deveriam estar incluídas neste subsídio", assevera.

O partido continua preocupado com a exploração de lítio e "fará tudo para travar concessões". A garantia foi dada esta quinta-feira por Inês Sousa Real, entrevistada na Renascença, n'As Três da Manhã.

O Bloco de Esquerda trouxe novamente o assunto à baila recentemente por causa da exploração da concessão mineira da serra da Argemela e, perante o sucedido, Inês Sousa Real reiterou que o seu partido "há muito que contesta a exploração de lítio".

"Seja pela questão da ausência da avaliação do impacto ambiental que tenha medidas que, de facto, valorizem a questão do património natural", explica.

"Não nos podemos esquecer que, a par do prejuízo que vai haver para as populações, muitos destes projetos põem em causa a destruição de valores naturais, de espaços verdes", relembra, salientando a necessidade de proteger, igualmente, o lobo ibérico, que também pode ser afetado.

"Bem sei que, muitas vezes, é uma espécie um pouco estigmatizada no nosso país, mas precisamos do lobo ibérico para termos uma espécie que é icónica, mas também o equilíbrio do ecossistema", reitera.

Inês Sousa Real respondeu às questões da jornalista Susana Madureira Martins e, depois, foi alvo do "Desculpa, mas vais ter de Perguntar", com a Joana Marques, Inês Lopes Gonçalves e Ana Galvão.

Esta é a segunda de uma série de entrevistas aos líderes partidários com assento parlamentar, a caminhos das eleições legislativas. Pode recordar aqui a primeira entrevista da série, feita a Rui Tavares.

Esteja atento/a e saiba quando serão feitas as restantes entrevistas, no site da Renascença.

[Notícia atualizada às 12h20 de 18 de janeiro de 2024]

Comentários
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  • ze
    22 jan, 2024 aldeia 15:01
    Poderia haver um "bom dote" se a noiva fosse interessante, o que não é o caso.
  • Petervlg
    18 jan, 2024 Trofa 17:58
    Não interessa as pessoas ou os animais o que interessa é o tacho, quer seja à direita ou à esquerda, logo que esteja lá, é que interessa.

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