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Montenegro acusa PS de "lágrimas de crocodilo" após "15 anos a governar"

11 dez, 2023 - 13:41 • João Pedro Quesado

O líder do PSD acusou o PS de criar um país com "filas de espera às portas dos hospitais, urgências encerradas, pessoas sem médico de família, alunos sem professor, muita gente a querer arrendar uma casa e a não conseguir".

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O líder do PSD criticou, esta segunda-feira, as palavras de António Costa, descrevendo-as como "lágrimas de crocodilo". O primeiro-ministro disse esta manhã à CNN que está "magoado" com os acontecimentos que levaram à sua demissão.

Luís Montenegro afirmou que "as lágrimas de crocodilo de António Costa, Pedro Nuno Santos e José Luís Carneiro não incomodam o caminho do PSD". "Eles estiveram oito anos no governo. Já tinham estado, todos eles, ligados aos sete anos e meio de governo de Sócrates. Estiveram 15 anos a governar o país. As mesmas pessoas, as mesmas equipas, as mesmas teses, os mesmo princípios programáticos", argumentou o líder dos sociais-democratas.

"E o que é o país hoje? São filas de espera às portas dos hospitais, urgências encerradas, pessoas sem médico de família, alunos sem professor, muita gente a querer arrendar uma casa e a não conseguir, a querer comprar uma casa e a não conseguir, pequenos investimentos que ficaram na gaveta para que as contas estivessem equilibradas. É o país que nós temos, mas não é o país que quero para o futuro", declarou Montenegro aos jornalistas.

O líder do PSD reagiu assim às declarações de António Costa esta manhã à CNN Portugal, à porta do Palacete de São Bento, residência oficial do primeiro-ministro. O líder do Governo em gestão disse que se devia questionar "a quem fez o comunicado e a quem tomou a decisão posterior de dissolver a Assembleia da República se fariam o mesmo perante o que sabem hoje".

Quando questionado sobre o que faria se colocado perante uma situação semelhante, com um comunicado a informar de uma investigação sobre si, Luís Montenegro declarou que "teria evitado que o comunicado saísse", já que "não faria nada que o pudesse motivar".

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