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Atual Governo não deve fechar compra das ações da Global Media na Lusa, defende PSD

30 nov, 2023 - 13:33 • Manuela Pires

O Estado detém atualmente 50,15% da Lusa, com a Global Media a ser detentora de 23,36% e a Páginas Civilizadas 22,35%. Em agosto, Marco Galinha anunciou a venda de parte da Global Media a um fundo suíço.

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O atual Governo do primeiro-ministro demissionário, António Costa, não deve fechar o negócio da compra das ações da Global Media na Agência Lusa, defende o PSD.

O PSD foi contactado pelo Governo e a resposta foi "não". Fonte da direção do partido revela à Renascença que o PSD foi questionado sobre o negócio, mas respondeu que, por se tratar de uma matéria sensível, a compra das ações da Global Media Group na Lusa não deve ser decidido por este executivo e a poucos meses das eleições antecipadas de 10 de março de 2024.

É esta a posição do maior partido da oposição sobre a intenção do Governo de comprar a participação que a Global Media detém na Lusa.

Em agosto, o empresário Marco Galinha confirmou à Lusa que o grupo Bel "vendeu parte da Global Media" a um fundo e que "não parece de interesse estratégico" ter participação na agência de notícias.

No seguimento desse negócio o Ministério da Cultura, que tutela a comunicação social, admitiu comprar a quota de Marco Galinha na Lusa.

Esta terça-feira, em entrevista à Lusa, Marco Galinha afirmava "não haver qualquer razão para preocupação" relativamente à venda das participações da agência de notícias e que "as coisas estão muito bem encaminhadas", admitindo mesmo a possibilidade de fechar negócio ainda esta semana.

O presidente executivo do grupo BEL afirmava ainda à Lusa que “não era do interesse estratégico estar a ter uma empresa tão importante portuguesa num fundo que não era português”, afirmou Marco Galinha.

O Estado, através da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, detém 50,15% da Lusa, com a Global Media Group ser detentora de 23,36% e a Páginas Civilizadas 22,35%.

O fundo suíço Union Capital Group controla a maioria (51%) do capital da Páginas Civilizadas, a qual detém 41,5% da GMG.

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