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Líder do PSD compara venda da Efacec com negócio da TAP

04 nov, 2023 - 20:01 • Lusa

O presidente do PSD criticou hoje a privatização da Efacec, comparando-a à da TAP por serem dois casos em que o Governo "pagou para vender", considerando, por isso, que se trata de um "crime político e financeiro"

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"O que aconteceu na TAP foi um crime político e financeiro e que agora foi reproduzido na Efacec. Temos uma TAP grande e uma `tapzinha´ mais pequena, em que o Governo português aparece como um Governo original, único no mundo. É um Governo que paga para vender”, disse Luís Montenegro.

O líder do PSD falava durante a sessão de encerramento da Convenção Autárquica “Sempre Mais” que se realizou em Estarreja, no distrito de Aveiro.

No seu discurso, Montenegro referiu-se à venda da Efacec, comparando-a com o que se passou na TAP, onde o Governo “injetou quase quatro mil milhões de euros” e agora “vai vender por menos, portanto, vai pagar para vender”.

“Na Efacec, [o Governo] nacionalizou, injetou 400 milhões e agora pega lá por 15 [milhões](…) Isto não é vender, isto é oferecer com brinde. Não bastava ser uma oferta. É uma oferta mas ainda leva um bónus em cima que é o facto de ter as empresas capitalizadas à conta dos contribuintes”, observou.

O líder do PSD disse que os portugueses têm um país de “impostos máximos, serviços públicos mínimos, que não ataca estrategicamente o que é fundamental, não está a dar à economia capacidade de ser mais competitiva e gerar mais riqueza a médio e longo prazo, que está a abandonar os setores fundamentais como a saúde, a habitação e a educação”, salientando que até no Governo de Passos Coelho, durante o período da `troika´, a situação estava melhor.

“Até nesse período a escola pública, a saúde, a habitação, a cultura, o desporto, tudo estava melhor do que agora. Até quando tínhamos de pagar uma fatura pesadíssima de um empréstimo de 78 mil milhões de euros que o engenheiro Sócrates nos deu”, referiu.

Perante isso, o líder dos social-democratas pediu empenho nas eleições europeias que vão ter lugar em 2024.

“As eleições europeias têm muito a ver com aquilo que pode acontecer em Portugal nos próximos anos. Temos de aproveitar as eleições europeias para dar um sinal ao país que o país não precisa dos socialistas e o país precisa do PSD”, concluiu.

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