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Habitação. IL diz que ausência de travão às rendas é decisão "no bom sentido"

26 out, 2023 - 19:57 • Lusa

O presidente da IL defendeu que "tudo aquilo que são mecanismos de congelamento de rendas, de fixação de rendas podem parecer muito interessantes em determinado momento", mas têm como consequência "haver menos oferta a prazo no mercado de habitação".

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O líder da IL defendeu esta quinta-feira que a decisão do Governo de não colocar um travão às rendas em 2024 "vai no bom sentido" porque evita uma "nova intromissão no mercado", sublinhando a importância de apoiar famílias mais carenciadas.

À margem de uma visita à Décor Hotel, que decorre em Lisboa, Rui Rocha foi questionado sobre a decisão do Conselho de Ministros de hoje de não impor em 2024 um travão às rendas, que serão atualizadas em 6,94%.

"Eu diria que é uma decisão que vai no bom sentido", começou por responder Rui Rocha.

O presidente da IL defendeu que "tudo aquilo que são mecanismos de congelamento de rendas, de fixação de rendas podem parecer muito interessantes em determinado momento", mas têm como consequência "haver menos oferta a prazo no mercado de habitação".

"Também entendemos que há necessidade, nestes momentos de transição ou de crise, de apoiar as famílias que estão em maior necessidade. Portanto, desse ponto de vista é muito melhor uma medida neste sentido do que medidas que passem pelo congelamento e fixação de rendas", enfatizou.

A repetição em 2024 de um travão ao aumento das rendas seria, na opinião de Rui Rocha, uma "nova intromissão no mercado", que desta vez "não aconteceu".

"O problema está não nesta medida em concreto, mas em tudo aquilo que tem sido a intervenção do Governo em matéria de habitação, como o Mais Habitação, que tomou medidas erradas em várias vertentes do problema da habitação e que tem prejudicado muitas as pessoas que precisam de uma solução", criticou.

Repetindo as críticas ao Governo do PS por ter tirado "confiança do mercado" e assustado "quem se propunha investir e trazer novas soluções de habitação", o líder liberal afirmou que a "dúvida e ameaça do congelamento de rendas" fez com que os contratos sejam mais curtos.

"Essas intervenções erradas, esse sinal errado que foi dado ao mercado da habitação pelo Governo, estão a prejudicar e a piorar a vida dos portugueses que precisam da habitação", condenou.

Este conjunto de "decisões erradas", quer as "acumuladas ao longo de décadas" quer as tomadas no Mais Habitação, segundo Rui Rocha, não prejudica "quem investe, quem especula".

"Trata-se de prejudicar quem procura soluções de habitação, quem está à procura de uma casa não encontra", disse.

O Governo não vai impor em 2024 um travão às rendas, que serão atualizadas em 6,94%, tendo o Governo aprovado medidas para reforçar os apoios aos inquilinos.

Horas mais tarde de esta decisão ser conhecida, o ministro das Finanças garantiu, durante uma audição no parlamento, que a generalidade das famílias portuguesas irá ter um aumento das rendas de 2%, perante as críticas da coordenadora do Bloco de Esquerda sobre o Governo deixar cair o travão às rendas.

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