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Deputados do Chega abandonam plenário na Assembleia da República

03 out, 2023 - 15:52 • João Pedro Quesado

Interpelado por André Ventura sobre as alegadas agressões na manifestação pela habitação, Augusto Santos Silva apontou o dedo à “criação artificial de incidentes”. O líder do partido já tinha marcada uma presença em Campo de Ourique para as 16h.

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Os deputados do partido Chega abandonaram, esta terça-feira, a reunião plenária da Assembleia da República, após uma interpelação de André Ventura acerca de alegadas agressões na manifestação pela habitação que ocorreu em Lisboa, no sábado passado.

Um dia depois de anunciar uma participação ao Ministério Público, o presidente do Chega protestou, no início do plenário, contra a falta de condenação de Augusto Santos Silva face aos “murros na cara” e “pontapés” de que foram alvo, diz, os deputados do partido na manifestação pela habitação.

Augusto Santos Silva respondeu que “a violência é sempre condenável” e acrescentou: "Todos temos o direito a organizar as manifestações que entendermos, a apresentar os livros que entendermos, independentemente do seu conteúdo.”

O presidente da Assembleia da República referiu, no entanto, que, “para que a convivência democrática se possa estabelecer e decorrer com a normalidade que a Constituição e a lei requerem, é também necessário que nos abstenhamos de atos de provocação”, respeitando “as manifestações cujos promotores, cujas motivações e cujos objetivos estão muito distantes dos nossos”.

“É isso que distingue o discurso e o debate democrático do discurso e do debate que vivem apenas da criação artificial de incidentes e da apologia do ódio, porque o ódio é o contrário do debate democrático”, apontou Santos Silva.

Em resposta, André Ventura afirmou que um deputado do Chega foi convidado para a manifestação e que não reconhece Augusto Santos Silva como presidente da Assembleia da República.

A discussão teve lugar no início da reunião plenária, marcada para as 15 horas, e terminou alguns minutos depois. Porém, o líder do Chega já tinha na agenda uma visita a Campo de Ourique, acerca do descontentamento provocado pela nova estação do Metro de Lisboa.

Comentários
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  • Anónimo
    03 out, 2023 Lisboa 17:48
    A porta da rua é a serventia da casa.
  • EU
    03 out, 2023 PORTUGAL 16:09
    Fui o PRIMEIRO PORTUGUÊS a alertar, CONDENANDO, para o perigo que aí viria, primeiro com o BASTA e logo de seguida com o CHEGA. Foi aqui RR que fiz essa ALERTA. Assim sendo, acho que estou em condições de dizer que o Presidente da Assembleia da República de Portugal é ANTI DEMOCRATA e isso é GRAVE. Ao ser anti democrata este Senhor é, sem se aperceber, um DITADOR. Repito é um ANTI DEMOCRATA não só de agora, mas desde que, de ECRÃ CHEIO, disse que GOSTAVA de MALHAR na Direita Portuguêsa. Já são INCIDENTES demais. Há CINQUENTA ANOS contribui DIRETAMENTE para que este País deixasse de ter DITADORES, pois era Militar Miliciano. Já agora e porque estou a OUVIR o porta voz da PLATAFORMA " casa para viver ", devo dizer a este SENHOR que no território NACIONAL nenhum MILÍMETRO QUADRADO de espaço público é de ALGUÉM. Vou dar-lhe um exemplo. Naquelas MANIFESTAÇÕES ou MOVIMENTAÇÕES das JMJ, entre bandeiras, apareceu uma BANDEIRA com as cores do movimento LGBT a qual foi VÍTIMA de AGRESSÕES VERBAIS. Essas ATITUDES foram condenadas por TODOS, pois foi dito que eram TODOS bem-vindos. Então, saiba o Senhor que para a VOSSA PLATAFORMA se poder MANIFESTAR fomos TODOS chamados a PARTICIPAR na revolução do 25 de Abril de 1974. Quero dizer com isto que neste País NINGUÉM é DONO dos ESPAÇOS PÚBLICOS e quem assim NÃO PENSAR está errado, queira ou não queira.

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