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Professores. Costa diz que recuperação integral do tempo de serviço "é insustentável para o país"

02 out, 2023 - 23:43 • Lusa

O primeiro-ministro disse, com ironia, entender que o PSD, "que conviveu bem com o congelamento das carreiras", agora "queira recuperar o tempo perdido", mas apresentou outro argumento para recusar a proposta dos sociais-democratas.

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O primeiro-ministro voltou hoje a rejeitar a recuperação integral do tempo de serviço dos professores, considerando que o custo "é insustentável para o país" e porque "tem de haver equidade" para todas as carreiras da função pública.

Em entrevista à TVI/CNN, António Costa foi questionado se acompanhava a proposta do PSD de uma recuperação integral do tempo de serviço congelado destes profissionais, ao longo de cinco anos.

"Não, eu tenho sido muito claro. Comigo não há ilusões, por isso não há frustrações. Eu não vou estar a comprometer-me com algo que sei que não posso cumprir e que é insustentável para o país", afirmou.

O primeiro-ministro disse, com ironia, entender que o PSD, "que conviveu bem com o congelamento das carreiras", agora "queira recuperar o tempo perdido", mas apresentou outro argumento para recusar a proposta dos sociais-democratas.

"Não posso recuperar o tempo de uma carreira se não recuperar todas as outras, temos de tratar todos com equidade: aplicámos aos professores o que aplicámos aos outros funcionários públicos", disse, considerando que os Açores e a Madeira -- onde houve recuperação integral do tempo para essa classe profissional -- "tiveram e devem ter tratamento diferenciado".

António Costa defendeu que "há novos temas" na educação e preferiu destacar duas medidas que vão ser aplicadas pelo Governo a partir do próximo ano letivo para esta classe profissional: o aumento de 10 para 63 do número quadros de zona pedagógica, para diminuir a distância de colocação de professores, e a possibilidade de os professores colocados numa escola passarem a poder ser integrados numa escola antes de completarem três anos de horários completos.

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  • Maria Cansada
    09 out, 2023 Portugal 18:37
    O PM esquece-se (nem quer saber) que a situação em que estão os docentes, também é insustentável para os mesmos!
  • Cidadao
    03 out, 2023 Lisboa 15:48
    Não me parece que estas falácias já desmentidas por números concretos, apresentados por entidades insuspeitas, convençam seja quem for, da "incomportabilidade" da despesa, principalmente quando se anuncia uma venda da TAP ao desbarato, quando lá se "enterrou" tres mil e duzentos Milhões de Euros - enquanto a despesa com os professores, que ainda por cima retorna em parte ao Estado via impostos, é de 300 milhões. Aos professores e seu Sindicatos, não convence. Tal como não convence quem não anda na bolha mediatica de António Costa e tem 2 dedos de testa para pensar.
  • ze
    03 out, 2023 aldeia 11:13
    Socialistas e seus apoiantes, comunistas e bloquistas não tiveram tanto tempo para colmatar faseadamente esta situação?Afinal o que andaram a fazer?
  • ex-prof
    03 out, 2023 Felizmente 10:49
    É pura perda de tempo esperar alguma coisa do Costa-PS. Sugiro que os sindicatos negoceiem o que há a negociar com o PSD, deixem tudo bem escrito e acordado, e após a queda de Costa e do fim da Maioria Absoluta - sim porque obviamente a Maioria PS não deixará passar aquilo que sempre rejeitou, logo isto não é para agora - o que implica uma mudança generalizada do partido onde os professores e familias poem a cruz em dia de eleições, esses compromissos sejam "recordados" ao PSD.

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