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Líder do PCP quer eventuais apoios à Autoeuropa estendidos a empresas do parque industrial

04 set, 2023 - 23:18 • Lusa

A fábrica de automóveis da Volkswagen de Palmela revelou a semana passada que vai haver uma paragem de produção de nove semanas, de 11 de setembro a 12 de novembro, devido às dificuldades de um fornecedor da Eslovénia "severamente afetado" pelas cheias que ocorreram no passado mês de agosto naquele país.

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O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, defendeu esta segunda-feira que eventuais apoios para minimizar o impacto da anunciada paragem de produção da Autoeuropa também devem contemplar as empresas do parque industrial junto à fábrica da Volkswagen de Palmela.

"A Autoeuropa é uma empresa estruturante, importantíssima, mas o conjunto do seu parque industrial tem tantos ou mais trabalhadores do que a Autoeuropa", disse Paulo Raimundo durante uma visita às Festas das Vindimas de Palmela, no distrito de Setúbal, defendendo que eventuais apoios do Governo "também devem contemplar as empresas do parque industrial da Autoeuropa".

A fábrica de automóveis da Volkswagen de Palmela revelou a semana passada que vai haver uma paragem de produção de nove semanas, de 11 de setembro a 12 de novembro, devido às dificuldades de um fornecedor da Eslovénia "severamente afetado" pelas cheias que ocorreram no passado mês de agosto naquele país.

A Autoeuropa anunciou também a intenção de recorrer ao "lay-off´ durante a paragem de produção, mas a Comissão de Trabalhadores, que hoje reúne com a administração da fábrica, entende que a empresa tem condições para garantir os rendimentos de todos os funcionários.

Confrontado com a posição da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), que apelou hoje ao Governo para que encontre as soluções que melhor protejam a empresa e toda a atividade económica na região de Setúbal, Paulo Raimundo sublinhou a importância da Autoeuropa para a economia da região, reiterando a necessidade de se ter também em atenção as empresas do parque industrial, algumas das quais muito dependentes da produção da fábrica da Volkswagen em Palmela.

"Seria irresponsável da minha parte dizer que a paragem de produção na Autoeuropa é um problema da empresa. Não é um problema da empresa. É um problema da empresa, é um problema da região, é um problema para todos aqueles trabalhadores", frisou Paulo Raimundo.

"Estamos a falar de uma empresa com uma capacidade extraordinária de produção, com um número enorme de trabalhadores, mas o seu dia-a-dia depende de outras empresas noutros pontos do mundo. O que nós precisamos é de criar as condições para aquilo que faz falta também possa ser produzido em Portugal", acrescentou o líder comunista.

Durante a visita às Festas das Vindimas de Palmela, que este ano celebram 60 anos, Paulo Raimundo alertou também para os perigos que os produtores vinícolas da região enfrentam com a "liberalização do aumento da produção e da plantação de vinha".

O líder do PCP lembrou que os países da União Europeia poderão vir a aumentar a plantação de vinha em 1%, o que poderá ter consequências muito negativas para os produtores de vinho da região de Palmela e de todo o território nacional.

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