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Chega prepara novo congresso e Ventura recandidata-se à liderança

23 ago, 2023 - 17:10 • Sandra Afonso

O Chega vai marcar uma nova convenção nacional, depois de o Tribunal Constitucional ter invalidado a convocatória da última reunião magna. André Ventura já anunciou que se recandidata à presidência do partido.

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Em resposta ao Tribunal Constitucional (TC), que invalidou a convocatória da última convenção do Chega, o que retirou legitimidade à direção, o partido decidiu reunir de novo os militantes.

A Direção Nacional reuniu-se na terça-feira, de emergência, e "decidiu por unanimidade iniciar os procedimentos necessários para a realização do sexto congresso", anunciou esta quarta-feira André Ventura.

Em conferência de imprensa, na sede do partido, o líder do Chega acrescentou que se recandidata à presidência. "Não abandono o barco a meio da viagem e porque entendo que continuo a reunir as condições de confiança que os militantes me atribuíram, serei novamente candidato à presidência do Chega", declarou.

André Ventura desafia ainda os críticos, para que apresentem "alternativas".

O líder do Chega sublinha que este será o sexto congresso do partido em cinco anos, devido a decisões do Tribunal Constitucional. Deixou ainda duras críticas aos juízes do Palácio Ratton, que acusa de "má fé" e de serem uma "força de bloqueio". Refere também que o Chega está a ser alvo de "perseguição" e tentativa de "ilegalização na secretaria".

Segundo o líder do Chega, "nunca um partido político foi tão perseguido em tribunal desde o 25 de Abril", aponta ainda o dedo aos maiores partidos: "não podemos acreditar que juízes nomeados pelo PS e pelo PSD promovam uma asfixia permanente e uma ilegalização encapotada do seu oponente", acusou.

Reafirma a intenção de levar este caso ao Tribunal Europeu e às instâncias europeias.

Na Madeira, o Tribunal do Funchal "felizmente rejeitou" a "patética tentativa de ilegalizar o partido". No entanto, Ventura avisa que, se o partido não for às eleições, será um "ataque fulminante à democracia".

A Renascença tentou questionar o líder do Chega sobre a investigação do Ministério Público à publicação de notícias falsas, mas André Ventura recusou comentar.

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