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PSD acusa Governo de estar a acabar com classe média com mudança nos certificados de aforro

04 jun, 2023 - 19:41 • Lusa

De acordo com o diploma, os certificados de aforro vão também passar a poder ser subscritos nos balcões e nas redes digitais dos bancos, juntando-se aos CTT e Espaços do Cidadão na venda deste produto de poupança.

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O vice-presidente do PSD António Leitão Amaro considerou hoje que a alteração nos certificados de aforro "confirma que o Governo está a acabar com a classe média", acusando o executivo de andar "a reboque" dos bancos. .

"A decisão do Governo de desvalorizar os certificados de aforro confirma que o Governo está a acabar com a classe média em Portugal. Depois de a esmagar com impostos recorde, agora desvaloriza um dos principais instrumentos de poupança", afirmou o social-democrata.

Na sexta-feira, o Governo aprovou a série F de certificados de aforro, com uma taxa base de 2,5%, disponível a partir de segunda-feira e que substitui a série E de certificados, que tinha muita procura e uma taxa até 3,5%.

De acordo com o diploma, os certificados de aforro vão também passar a poder ser subscritos nos balcões e nas redes digitais dos bancos, juntando-se aos CTT e Espaços do Cidadão na venda deste produto de poupança.

Para o PSD, o Ministério das Finanças faz estas alterações "a reboque do pedido dos bancos para desvalorizar os certificados de aforro e aliviando depressa demais a pressão concorrencial para que os bancos aumentem os juros e a remuneração nos seus próprios depósitos e instrumentos de poupança que oferecem aos clientes".

A suspensão da série E, e a sua substituição pela nova série gerou várias críticas da oposição, nomeadamente do BE e do PCP, tendo os comunistas requerido a audição urgente no parlamento do secretário de Estado das Finanças, por entender que se tratou de "um favor que o Governo fez à banca".

Uma visão rejeitada pelo secretário de Estado das Finanças, João Nuno Mendes, numa declaração aos jornalistas, no sábado, em que respondeu às críticas e afirmou que "houve cedência zero a banca".

Questionado sobre se o PSD também vai requer uma audição parlamentar do secretário de Estado, António Leitão Amaro disse que o governante "já foi chamado por outro partido". .

"Portanto lá estaremos e o inquiriremos, e vamos manter a pressão sobre o Governo", disse.

SS/(LT) // SF.

Lusa/Fim.

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  • Cidadao
    05 jun, 2023 Lisboa 14:19
    Vejam mas é se se constituem como alternativa de governo, elaborando um programa diferente disto tudo, e começando a ser mesmo oposição entretanto, em vez de conversas de varandim. Se Montenegro não é Homem para a tarefa, substituam-no por quem seja, desde que não regressem ao passado e ponham lá um tipo cheio de anticorpos de quem ninguém ainda esqueceu os cortes de pensões e salários e o "ir além da Troika". Esse tipo está "queimado", e se o poem à frente do PSD, preparem-se para nova travessia do deserto.

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