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João Salaviza e Renée Nader premiados em Cannes com o filme "A Flor do Buriti"

26 mai, 2023 - 20:58 • Lusa

Os dois realizadores são distinguidos na mesma secção onde, em 2018, receberam o prémio especial do júri com o filme "Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos".

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O filme "A Flor do Buriti", da realizadora brasileira Renée Nader Messora e do português João Salaviza, foi distinguido esta sexta-feira na secção "Un Certain Regard" do Festival de Cinema de Cannes, anunciou a organização.

O júri atribuiu o prémio de Melhor Equipa ao filme "A Flor do Buriti", distinguindo assim ambos os realizadores e também o povo Krahô, do Brasil, que protagoniza a obra.

Os dois realizadores são distinguidos na mesma secção onde, em 2018, receberam o prémio especial do júri com o filme "Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos".

"A Flor do Buriti" foi rodado com o povo Krahô, do Brasil, na terra indígena Kraholândia, onde já tinham feito "Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos".

Em nota de imprensa, os realizadores lembraram que, "em 1969, durante a Ditadura Militar, o Estado Brasileiro incita muitos dos sobreviventes a integrarem uma unidade militar. Hoje, diante de velhas e novas ameaças, os Kraho^ seguem caminhando sobre a sua "terra sangrada", reinventando diariamente as infinitas formas de resistências".

Para o Festival de Cannes, o filme presta um "extraordinário tributo à capacidade de resiliência daquele povo indígena e à luta pela liberdade", enquanto o jornal Le Monde destacou a "grande magia poética".

O ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, saudou os realizadores João Salaviza e Renée Nader Messora, assim como "toda a equipa de "A Flor do Buriti", pelo prémio coletivo que acabam de receber no Festival de Cannes".

O filme "A Flor do Buriti" foi distinguido na secção "Un Certain Regard" do Festival de Cinema de Cannes, com o prémio de Melhor Equipa, distinguindo assim não só os realizadores, João Salaviza e Renée Nader Messora, mas também o povo Krahô, do Brasil, que protagoniza a obra.

"Foi para mim um privilégio assistir esta semana à estreia mundial do filme e testemunhar a emoção que ele provocou na sala inteira, pelo olhar cuidadoso, a partir de dentro, que a obra constrói sobre a comunidade indígena Krahô, no Estado de Tocantins, no norte do Brasil", escreve Pedro Adão e Silva numa mensagem publicada na sua página, na rede social Twitter.

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