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Nomeação da mulher de Galamba

Paulo Morais: polémica com Galamba “é mais um episódio do ‘familygate’”

11 abr, 2023 - 10:35 • João Cunha , Olímpia Mairos

Na perspetiva do presidente da Associação Frente Cívica, “é evidente que isto é mais um episódio da tomada de poder que os partidos em Portugal fazem do aparelho de Estado - que devia estar ao serviço da comunidade e do povo - como se fosse deles”.

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O presidente da Associação Frente Cívica, Paulo Morais, considera que a não publicação em Diário da República da nomeação de Laura Abreu Cravo - mulher de João Galamba - como coordenadora do Departamento de Serviços Financeiros no ano passado, coloca duas questões.

“Por que razão a mulher de João Galamba vai para o Governo e por que razão a promovem de forma encapotada?”, específica.

Nestas declarações à Renascença, Paulo Morais diz que “é evidente que isto é mais um episódio desta tomada de poder que os partidos em Portugal fazem do aparelho de Estado - que devia estar ao serviço da comunidade e do povo - como se fosse deles”.

Depois de questionar até as especificidades técnicas da mulher de Galamba, para ocupar o cargo, o presidente da Frente Cívica lembra ainda uma promessa feita pelo primeiro-ministro.

“António Costa tinha-nos prometido que não havia mais trapalhadas com familiares entre Governo e Parlamento, na esfera do Partido Socialista. Mas este é mais um episódio desse ‘familygate’ que, aparentemente, tinha acabado, mas que continua”, sinaliza.

Laura Abreu Cravo foi a escolhida para coordenar um departamento no Ministério das Finanças em março do ano passado, mas a sua nomeação nunca terá sido publicada em Diário da República.

A notícia que foi avançada pela TVI esta segunda-feira, refere que Laura Abreu Cravo surge em vários documentos oficiais como coordenadora do Departamento de Serviços Financeiros.

Numa explicação enviada à estação de televisão, o Ministério das Finanças diz que Laura Abreu Cravo é funcionária de origem da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Está, agora, no Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais, ao abrigo de um Acordo de Cedência de Interesse Público. Neste gabinete, exerce funções de acompanhamento e participação do processo legislativo europeu na área dos serviços financeiros, bem como de coordenação e representação em comités técnicos.

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  • Anastácio José Marti
    11 abr, 2023 Lisboa 11:34
    Os trabalhadores portugueses DEFICIENTES, tendo em consideração as afirmações deste Presidente da Associação Frente Cívica, porque será que o mesmo se manteve até agora calado para com a imoralidade, desumanidade e desonestidade intelectual totais, quando o Dec-Lei Nº 18/2023 que Regulamentou a lei Nº 5/22, publicado 14 meses após a publicação da lei, impõe aos trabalhadores DEFICIENTES portugueses um período mínimo de 15 anos com um grau de incapacidade mínimo de 80 % para poderem aceder à sua pré reforma, quando, simultaneamente, no mesmo país, Estado e Administração Pública, até os polícias saudáveis, sem qualquer grau de incapacidade, desde que tenham 55 anos de idade já podem aceder à sua pré - reforma, ao invés dos trabalhadores DEFICIENTES? São estas as formas intelectualmente honestas de fazer política e respeitar os DEFICIENTES? Anastácio José Lopes segunda, 10/04, 10:35 (há 23 horas) para Tal

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