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Chairman da TAP diz que "papel do PS não é de escrutínio, mas de proteção do Governo"

11 abr, 2023 - 21:17 • Manuela Pires , com redação

Manuel Beja desconhecia que Alexandra Reis estava abrangida pelo estatuto de gestor público. Declarações na comissão de inquérito parlamentar de inquérito à gestão da TAP.

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O chairman da TAP, Manuel Beja, diz que desconhecia que a ex-gestora Alexandra Reis estava abrangida pelo estatuto de gestor público e lança farpas ao grupo parlamentar do PS.

Na comissão de inquérito parlamentar de inquérito à gestão da TAP, Manuel Beja foi esta terça-feira questionado sobre as declarações do deputado socialista Carlos Pereira sobre o conhecimento que ele devia ter sobre o estatuto de gestor público.

O presidente do conselho de administração da TAP diz que não tinha conhecimento e que o PS está apenas a proteger o Governo.

“O papel do grupo parlamentar do PS não é o papel de escrutínio, é um papel de proteção do Governo e poderá ser da melhor forma que têm para proteger o Governo. Eu não consigo encontrar uma interpretação diferente desta, mas admito que esteja a entrar numa interpretação. O Sr. deputado poderá perguntar ao grupo parlamentar do PS como é que chega a essas conclusões ilógicas”.

Manuel Beja garante que não tinha conhecimento do estatuto de gestor público, caso contrário teria agido de forma diferente no caso da indemnização a Alexandra Reis.

“Se nós tivéssemos consciência da aplicabilidade do estatuto de gestor público, tê-lo-íamos aplicado. Essa declaração bate contra isto. No meu caso particular, se soubesse da aplicabilidade do estatuto de gestor público no momento em que assinei o acordo, teria usado isso para impedir a saída da administradora Alexandra Reis.”

O presidente do conselho de administração da TAP, Manuel Beja, revelou aos deputados que a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) abriu um processo contra a TAP devido à comunicação sobre a saída da ex-administradora Alexandra Reis.

O comunicado ao mercado, datado de 4 de fevereiro do ano passado, onde é comunicada a renúncia de Alexandra Reis, foi corrigida depois pela TAP a 27 de dezembro, por exigência da CMVM, para deixar claro que a saída da administradora “ocorreu na sequência de um processo negocial de iniciativa da TAP.

Na comissão de inquérito parlamentar, Manuel Beja revelou que a CMVM já abriu um processo contra a TAP.

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  • Anastácio José Marti
    12 abr, 2023 Lisboa 07:41
    Querem melhor exemplo do que este como prova da politização da sociedade, instituições e serviços, agravada com os cargos de conveniência política e nunca pelo mérito, o que nos vai impondo há muito tempo, que estejamos a cavar a nossa própria sepultura e de um país para no tempo, sem qualquer rumo, sem dar qualquer esperança de melhoria das condições de vida aos seus habitantes e onde continua sem se fazer nenhum investimento estrutural, como por exemplo a construção de um novo aeroporto que não saiu do papel até hoje, se é que algum dia sairá enquanto este Governo tiver quem tem a dirigi-lo, que já nos deu provas suficientes de não estar à altura das necessidades do país. Até quando portugueses e portuguesas?

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