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PRR. Defesa recebe 1,1% das verbas da “bazuca europeia”

23 mar, 2023 - 07:00 • Sandra Afonso

Forças Armadas podem contar com uma fatia de 192 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência.

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O setor da Defesa vai receber 1,1% das verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), apurou a Renascença.

As Forças Armadas podem contar com uma fatia de 192 milhões de euros do bolo total de 16,6 mil milhões de euros dos dos fundos comunitários atribuídos a Portugal, no Programa de Recuperação e Resiliência.

São dados avançados à Renascença pelo Ministério de Helena Carreiras, que acrescenta que o dinheiro se destina a dois investimentos.

Um total de 112 milhões vão para o Centro de Operações de Defesa do Atlântico e Plataforma Naval. Na prática, trata-se de um navio tecnologicamente avançado, que inclui a “utilização de veículos não tripulados, novos materiais e inteligência artificial”.

Setenta milhões são para “meios aéreos de prevenção e combate a incêndios rurais”.

Na última semana, o Governo aprovou a proposta de Lei de Programação Militar (LPM), que prevê investir mais de cinco mil milhões até 2034. Este valor representa um aumento de 17,5% e fica, claramente, acima da verba canalizada pelo PRR.

Na semana passada, a ministra da Defesa, Helena Carreiras, adiantou que 40% da verba aprovada pelo Governo no quadro da Lei de Programação Militar destina-se a manutenção de equipamentos das Forças Armadas.

No plano da “recuperação dos défices de manutenção, sustentação e modernização dos meios existentes”, a proposta prevê um investimento de 2.418 milhões de euros, que corresponde a 43% do total previsto no documento do Governo.

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  • Cidadao
    23 mar, 2023 Lisboa 08:30
    No papel é tudo muito bonito. O problema é a Realidade, e a Realidade são demoras, cativações, desvio de verbas e o dinheiro nunca chegar ao destino. Por isso a Marinha, curta para as nossas necessidades, ainda por cima tem metade das unidades aparadas por falta de manutenção e as outras, cheias de avarias. Isto para não falar no Arsenal do alfeite que devia fazer essa manutenção e por falta de pessoal e investimento está praticamente paralisado, o que é um escândalo total.

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