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Protesto dos professores

Chega quer debate de urgência com ministro da Educação

16 jan, 2023 - 19:23 • Lusa

Para André Ventura, o ministro João Costa tem de "dar explicações ao país todo e de forma clara sobre as exigências que estão a ser feitas" pelos professores.

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O Chega quer um debate de urgência na Assembleia da República com o ministro da Educação sobre "o que está a ser feito" para evitar novas greves no setor.

"O Chega decidiu chamar de urgência o ministro [João Costa] ao Parlamento e vai marcar para quinta-feira um debate de urgência no plenário da Assembleia da República sobre as greves na educação e sobre o caos que está instalado no ensino", adiantou o presidente do partido.

Em conferência de imprensa na sede nacional do Chega, em Lisboa, André Ventura indicou que o pedido já foi submetido e considerou que o ministro da Educação tem de "dar explicações ao país todo e de forma clara sobre as exigências que estão a ser feitas" pelos professores.

"Sabemos que há rondas negociais dias 18 e 20, quarta e sexta, e o que queremos é que o ministro dê o esclarecimento ao país na quinta-feira sobre o que é que está em cima da mesa, como é que as negociações estão e o que está a ser feito para evitar que todos os distritos tenham situações de greve ao longo dos próximos dias", disse.

André Ventura defendeu que as reivindicações dos professores "são legítimas" e acusou o Governo de "fugir às negociações ou quando as faz finge que negoceia para na verdade deixar tudo na mesma", considerando que isso se deve a uma "prepotência da maioria absoluta".
"O Governo sabe que isto está a prejudicar milhões no país inteiro, mas insiste em não negociar, produzindo um braço de ferro que acha que pode deixar a direita sem condições políticas ou em dificuldade política", criticou, alertando para os impactos que as escolas fechadas têm nas famílias e nas aprendizagens dos alunos.

A greve de professores por distritos começou esta segunda-feira e prolonga-se por 18 dias.

Depois de Lisboa, na terça-feira será dia de greve em Aveiro, seguindo-se Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Portalegre, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu, terminando no Porto a 8 de fevereiro.

A greve das oito organizações sindicais realiza-se ao mesmo tempo em que decorrem outras duas paralisações: uma greve por tempo indeterminado, convocada pelo Sindicato de Todos os Professores (STOP), que se iniciou em 09 de dezembro e vai manter-se, pelo menos, até ao final do mês, e uma greve parcial ao primeiro tempo de aulas convocada pelo Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE), que deverá prolongar-se até fevereiro.

No sábado, dezenas de milhares de professores e pessoal não docente saíram à rua para participar num protesto promovido pelo STOP.

As greves dos professores começaram no final do ano passado, antes do fim das aulas do primeiro período, e foram retomados no início do segundo período, ou seja, há duas semanas.

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