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PS demarca-se da ex-secretária de Estado do Turismo. "Todos devem cumprir a lei"

10 jan, 2023 - 13:24 • Lusa

Apesar de a lei prever um período de nojo de três anos, Rita Marques, que deixou o Governo há pouco mais de um mês, vai agora administrar uma empresa à qual, enquanto secretária de Estado, concedeu o estatuto definitivo de utilidade turística.

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O PS recusa vincular-se à conduta da ex-secretária de Estado do Turismo Rita Marques, salientando que quem exerce cargos políticos tem obrigações "antes, durante e depois" de assumir esses lugares e que a lei é para cumprir.

Esta posição foi transmitida pelo líder da bancada socialista, depois de questionado sobre o facto de a ex-secretária de Estado do Turismo se preparar para desempenhar funções numa empresa privada da área que tutelou quando fez parte do Governo.

No sábado, o jornal Observador noticiou que, apesar de a lei prever um período de nojo de três anos, Rita Marques, que deixou o Governo há pouco mais de um mês, vai agora administrar a The Fladgate Partnership, que detém a WOW, uma empresa à qual, enquanto secretária de Estado, concedeu o estatuto definitivo de utilidade turística.

Perante os jornalistas, Eurico Brilhante Dias começou por advertir que desconhece todos os detalhes do caso em concreto com Rita Marques, mas frisou que "quem assume cargos de natureza política, com responsabilidades de gerir o interesse da comunidade, sabe que quando os assume tem obrigações antes, durante e depois".

"Não é razoável. Nem o Grupo Parlamentar do PS, nem o PS, se vinculam ou sentem vinculados a quem não quer cumprir a lei. Todos devem cumprir a lei. E casos em que a lei não é cumprida devem ser naturalmente reprimidos", declarou o líder da bancada socialista.

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