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PS, PSD e PCP aprovam viagem do Presidente ao Qatar

22 nov, 2022 - 11:10 • Manuela Pires

IL, BE, PAN e Livre votaram contra, assim como quatro deputados socialistas.

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A Assembleia da República aprovou esta terça-feira a deslocação do Presidente da República ao Qatar, para assistir ao primeiro jogo da seleção nacional no Mundial. Em plenário, PS, PSD e PCP votaram a favor da deslocação.

A viagem está a causar polémica devido à questão dos direitos humanos no Qatar e aos trabalhadores que morreram na construção dos estádios e de outras infraestruturas.

Os socialistas Isabel Moreira, Pedro Delgado Alves, Carla Miranda e Alexandra Leitão votaram contra.

O Chega absteve-se, assim como os deputados do PSD Hugo Carneiro, António Topa Gomes e Fátima Ramos, e os deputados do PS Maria João Castro, Miguel Rodrigues e Eduardo Alves.

Na segunda-feira, o parecer sobre a deslocação do Presidente da República ao Mundial do Qatar foi aprovado na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros.

Marcelo Rebelo de Sousa vai assim marcar presença no primeiro jogo da Seleção Nacional no Campeonato do Mundo de futebol", que se realiza na quinta-feira, frente ao Gana.

Deslocações têm que ser autorizadas

O Presidente da República não pode ausentar-se do território nacional sem o assentimento da Assembleia da República, de acordo com a Constituição.

No pedido de deslocação, Marcelo solicita autorização ao parlamento para se ausentar do país entre quarta e sexta-feira para assistir ao primeiro jogo da seleção no Qatar, e admite a possibilidade de a deslocação se efetuar via Cairo para participar numa conferência sobre o "Futuro da Educação de Qualidade", juntamente com outros chefes de Estado.

Na mesma carta dirigida ao presidente do parlamento, Marcelo Rebelo de Sousa refere que "foi acordada a participação das mais altas figuras do Estado nos jogos da Seleção das Quinas", estando prevista a presença do presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, no segundo jogo (28 de novembro) e do primeiro-ministro, António Costa, no terceiro (em 2 de dezembro).

Na passada quinta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa disse que "o Qatar não respeita os direitos humanos", mas pediu que o foco se concentrasse na seleção nacional, declarações que geraram críticas de vários partidos.
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