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Chega pede ao Governo que assuma posição "em defesa da autonomia de Taiwan"

05 ago, 2022 - 23:54 • Lusa

Grupo parlamentar vai dar entrada no Parlamento com um voto de condenação formal da posição agressiva e provocadora da China.

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O Chega apela ao Governo que tome uma "posição clara em defesa da autonomia de Taiwan e do seu povo", e vai entregar no Parlamento um voto de condenação pela "posição agressiva e provocadora" da China.

Em comunicado divulgado esta sexta-feira, o Grupo Parlamentar do Chega indica que "dará entrada no parlamento de um voto de condenação formal da posição agressiva e provocadora da República Popular da China, acentuada após a visita formal da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA a Taiwan, apresentando e desenvolvendo exercícios militares absolutamente inaceitáveis no atual contexto global".

"O regime comunista da China insiste em interferir na autonomia de Taiwan e tentar impor a sua anexação de forma abusiva e com a agressividade a que nos vem habituando, aliás característica deste tipo de regimes autoritários", critica o partido, que defende que a democracia é "um bem essencial" que merece "proteção sempre que é posto em causa".

O Chega considera que "Portugal não pode ser alheio a essa mesma defesa, seja em que circunstâncias for", e pede "ao Governo que tome, através dos meios oficiais ao seu dispor, uma posição clara em defesa da autonomia de Taiwan e do seu povo".

Para o partido liderado por André Ventura, é "indispensável uma inequívoca tomada de posição do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal em defesa da autonomia e liberdade de Taiwan e do seu povo".

Nancy Pelosi, presidente do Congresso norte-americano, deslocou-se esta semana a Taiwan, visita que agravou a tensão na zona e foi considerada por Pequim como uma "grande provocação".

Hoje, a China suspendeu o diálogo com os Estados Unidos em áreas como alterações climáticas, questões militares e no quadro de combate ao tráfico de droga como retaliação à visita de Pelosi.

As medidas, anunciadas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, são as mais recentes de uma série de sanções prometidas por Pequim e destinadas a punir Washington pela visita que Pelosi realizou terça e quarta-feira a Taiwan, ilha que a China reivindica como parte do país.

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  • João Lopes
    08 ago, 2022 Porto 20:54
    O Chega vai entregar no Parlamento um voto de condenação pela "posição agressiva e provocadora" da China. Parece-me muito bem!

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