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Luís Aguiar-Conraria

Caso Pedro Nuno Santos. "Isto é surreal, não houve nenhum problema de comunicação"

30 jun, 2022 - 19:25 • Redação

Economista afasta eventuais consequências no que toca à manutenção do Governo: "com uma maioria absoluta, o Governo sobrevive. Se a partir de agora tudo começasse a correr, daqui a quatro anos e três meses, quando voltar a haver eleições, ninguém se vai lembrar disto".

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"Isto é surreal e é evidente que não houve nenhum erro de comunicação". É desta forma que o economista Luís Aguiar-Conraria comenta na Renascença a declaração do ministro das Infraestruturas que, esta tarde, anunciou que não sai do Governo depois da polémica com o despacho que determinava a construção de um novo aeroporto para a região de Lisboa, juntando Montijo e Alcochete, com o desmantelamento do aeroporto Humberto Delgado.

Para o professor catedrático da Universidade do Minho, "houve uma jogada de um ministro ontem - que eu não consigo perceber qual é o objetivo dele,se pretendia que Costa o demitisse - mas, claramente, não houve nenhum problema de comunicação. Ele ontem assumiu o que fez, anunciou o novo aeroporto de uma forma perfeitamente descabida".

No entanto, Luís Aguiar-Conraria afasta eventuais consequências no que toca à manutenção do Governo: "com uma maioria absoluta, o Governo sobrevive. Se a partir de agora tudo começasse a correr, daqui a quatro anos e três meses, quando voltar a haver eleições, ninguém se vai lembrar disto".

Mas o problema não é esse, é o que isto mostra: mostra que, apesar de ter maioria absoluta, apesar de ser o Governo ideal para fazer frente à crise, temos um Governo entretido com estas palhaçadas e a mostrar que não governa", acrescenta.

Marcelo? "Não sei muito bem o que pode ele fazer"

Sobre o que poderá fazer o Presidente da República perante esta polémica, Luís Aguiar-Conraria diz duvidar que "vá desautorizar o primeiro-ministro e forçar a demissão do ministro, como fez há uns anos com a ministra da Administração Interna, na altura dos incêndios. E com um Governo de maioria absoluta é mais difícil fazer isso".

Considerando que "estamos claramente perante uma jogada de bastidores", o economista reconhece que, "neste tipo de jogadas, ele [o Presidente da República] é mais inteligente do que qualquer um de nós ou, se calhar, mais inteligente do que nós todos juntos".

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