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Governo. Marcelo considera que programa é "virado para um futuro que não é o imediato"

03 abr, 2022 - 20:34 • Lusa

O Presidente da República afirmou hoje que o Programa do Governo, entregue na Assembleia da República na sexta-feira, é um "programa virado para um futuro que não é o imediato", sendo feito com um "horizonte mais vasto".

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"Como é um programa feito para quatro anos e meio -- não é feito para amanhã, nem para hoje -- não é um programa de medidas de urgência ou de emergência. Não é. É um programa feito com um horizonte mais vasto", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa. .

O Presidente da República falava aos jornalistas à saída do 24.º Congresso Nacional da Ordem dos Médicos, que decorreu hoje na reitoria da Universidade de Lisboa, tendo sido acompanhado pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, e pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães.

Marcelo Rebelo de Sousa, que disse ter lido o programa no sábado, afirmou que há uma "preocupação muito abrangente" no documento do executivo, que é "nitidamente um programa feito para quatro anos e meio, e não tanto preocupado com o imediato, com aquilo que se vive neste momento".

"Nesse sentido, corresponde ao programa eleitoral apresentado pelo partido que exerce funções de Governo, mas é um programa virado para um futuro que não é o imediato", reforçou. .

Questionado pelos jornalistas se considera o programa "omisso", designadamente no que se refere à área da saúde, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: "Eu não penso que seja omisso, porque estão lá as questões todas".

"Se se está à espera dizer como é que cada pista vai ser prosseguida, quanto é que isso vai custar, quando é que isso é feito, é compatível ou não com aquilo que está na alínea seguinte, no número anterior, no número seguinte, isso depois é um problema já de escolhas e de meios para fazer as escolhas", afirmou.

O chefe de Estado considerou que "praticamente tudo aquilo que é preocupação na saúde, e relacionado com o diagnóstico da situação da saúde em Portugal, está lá".

"No domínio da saúde, abre pistas nos mais diversos setores e áreas, (...) cobrindo praticamente todos os domínios em que se sente que é importante apostar na saúde. Permite isso o diálogo? Acho que sim. É fundamental que haja o diálogo? Acho que sim. Quanto mais depressa e mais fecundo, melhor. Agora, vamos ver", sublinhou.

O Presidente da República reiterou que "há espaço para o diálogo e para entendimentos" na área da saúde, não só "entendimentos político-partidários", mas também "entendimentos com os parceiros sociais", que considerou serem "fundamentais".

Marcelo frisou, no entanto, que, no que se refere às condições de diálogo, "às vezes não é só um problema de boa vontade, é um problema também de meios, de instrumentos".

"É muito importante que seja mantido esse espírito de diálogo de forma duradoura, e depois há escolhas a fazer, e esse é o problema da governação: tem que fazer escolhas, porque o dinheiro não chega para tudo ao mesmo tempo. Mesmo numa situação como esta, em que vai haver mais meios do que houve no passado", disse.
Interrogado se considera que as medidas que constam no programa do Governo para a saúde são exequíveis, o Presidente da República considerou que sim, mas sublinhou que "o problema é da compatibilização das medidas exequíveis".
"Há medidas para vários domínios da saúde. Todo eles, depois -- o medir o que isso significa, a gestão no tempo e a gestão do dinheiro -- aí é que é o problema difícil da governação", vincou.
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