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António Costa não se compromete com data para que todos tenham médico de família

09 jan, 2022 - 21:47 • Lusa

António Costa admitiu que o Governo não conseguiu cumprir essa meta - assumida ainda na anterior legislatura -, por um lado, porque "o número de utentes aumentou significativamente" e, por outro, porque a carreira de medicina geral e familiar perdeu atratividade.

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O secretário-geral do PS, António Costa, recusou este domingo comprometer-se com uma data para que todos os portugueses tenham médico de família, mas assegurou que, se for reeleito primeiro-ministro, haverá incentivos para tornar essa carreira mais atrativa.

Num debate na SIC com o presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, na pré-campanha para as legislativas antecipadas de 30 de janeiro, a saúde foi o tema que ocupou mais tempo no frente a frente.

António Costa admitiu que o Governo não conseguiu cumprir essa meta - assumida ainda na anterior legislatura -, por um lado, porque "o número de utentes aumentou significativamente" e, por outro, porque a carreira de medicina geral e familiar perdeu atratividade.

"Temos dois compromissos muito importantes: a criação de incentivos para a localização de médicos de família nas zonas mais carenciadas e generalizar o modelo de unidades de saúde familiares (USF) de modo a cobrir 80% da população. Julgamos que desse modo vamos ter uma carreira mais atrativa e mais médicos disponíveis", afirmou.

Desafiado pela moderadora Clara de Sousa com uma previsão sobre o cumprimento da promessa de todos os portugueses terem médico de família, António Costa respondeu com um provérbio popular: "Gato escaldado [de água fria] tem medo".

"Não vou assumir outra vez uma data de calendário, foi de facto um objetivo que tínhamos fixado e julgávamos possível, não foi possível, vamos fazer de tudo para o conseguir. Nós não desistimos de que todos os portugueses possam ter médico de família", afirmou.

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  • João Oliveira
    10 jan, 2022 Edimburgo 00:31
    Aumentem as vagas para o acesso aos cursos de medicina, ofereçam incentivos a estes estudantes (a troco de exercer no SNS por um número mínimo de anos), e mandem dar uma curva as ordens a sindicatos que só procuram o seus próprios interesses, e não os da sociedade. Em alguns anos, haverá mais médicos, enfermeiros e outros auxiliares de saúde. Oferecer condições decentes de trans também ajudaria a ficá-los no país.

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