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Marcelo manda farpa a Rio e diz que detenção de Rendeiro mostra que ninguém está acima da lei

12 dez, 2021 - 18:28 • Lusa

Presidente da República refutou as críticas de Rui Rio e considerou que quem as faz não conhece o que é uma investigação criminal e as dificuldades que implica quando atravessa fronteiras e países.

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O Presidente da República apontou este domingo que a detenção do ex-banqueiro João Rendeiro foi um "momento importante" porque mostrou que ninguém está acima da lei e disse que quem a associa às eleições legislativas "não tem noção".

Já sobre a associação feita entre a detenção de João Rendeiro e a aproximação das eleições legislativas, Marcelo Rebelo de Sousa refutou e considerou que quem a faz não conhece o que é uma investigação criminal e as dificuldades que implica quando atravessa fronteiras e países.

"É não ter noção que implica tantas diligências e processos complicados envolvendo países que são soberanos e com as suas autoridades judiciárias e, portanto, não se faz de um momento para o outro", ressalvou.

O Presidente da República lembrou ainda que uma situação destas não é possível prever, faz-se quando é possível fazer-se desde que se persista e se ultrapasse obstáculos.

O presidente do PSD, Rui Rio, sugeriu este domingo que a realização de eleições legislativas em 30 de janeiro influenciou a detenção do ex-banqueiro, no sábado, na África do Sul.

"Penso que foi um momento importante para a justiça portuguesa, para a confiança dos portugueses na justiça, confiança dos portugueses nas instituições que mandam, confiança dos portugueses na democracia e, nesse sentido, foi muito positivo porque mostrou que ninguém está acima da lei", disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas à saída do XXV Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), em Aveiro.

O chefe de Estado frisou que a justiça portuguesa e a PJ não desistiram, respeitando a soberania de outros Estados e da justiça sul-africana.

"Do que depende de Portugal ficou claro que a justiça faz tudo o que é necessário, primeiro para aplicar a lei a todos e, depois, executar a lei aplicada", sublinhou.

Fonte da polícia sul-africana disse à Lusa que o ex-banqueiro será ouvido num tribunal de Durban na segunda-feira.

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