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Francisco Rodrigues dos Santos. Coligação PSD/CDS é possibilidade "em cima da mesa"

26 nov, 2021 - 22:19 • Lusa

O presidente do CDS-PP considerou possível a coligação para as eleições legislativas de janeiro independentemente de quem seja eleito líder do PSD.

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O presidente do CDS-PP considerou possível uma coligação pré-eleitoral com o PSD para as eleições legislativas de janeiro, afirmando que essa é uma hipótese que está “em cima da mesa” independentemente de quem seja eleito líder social-democrata.

“A possibilidade de uma coligação pré-eleitoral está naturalmente em cima da mesa, qualquer que seja o desfecho das eleições diretas no PSD” que são disputadas no sábado, afirmou, em declarações aos jornalistas antes do Conselho Nacional de hoje, que decorre por videoconferência.

Francisco Rodrigues dos Santos disse que irá aguardar “serenamente até haver uma clarificação” quanto ao novo presidente do PSD, mas apontou que o candidato Paulo Rangel “disse que por princípio defendia uma candidatura autónoma do PSD, mas não excluiu liminarmente a possibilidade de haver uma coligação pré-eleitoral”.

Depois, o líder centrista foi confrontado com o facto de o presidente do PSD e recandidato ao cargo, Rui Rio, ter indicado que a “opinião dominante” na última reunião da direção foi de que o partido deve ir sozinho às próximas eleições e não fazer uma coligação com o CDS-PP.

“O doutor Rui Rio deu uma entrevista ainda esta semana em que disse que, se fosse eleito líder do PSD, ia levar à Comissão Política Nacional a proposta de coligação com o CDS. E foi o próprio doutor Rui Rio que também já esclareceu que não houve nenhuma deliberação da Comissão Política Nacional do PSD a esse respeito. O que disse foi que auscultou algumas das figuras presentes naquela reunião e algumas delas expressaram-se negativamente perante essa possibilidade”, afirmou Rodrigues dos Santos.

O presidente do CDS-PP assinalou que as duas forças políticas decidiram coligar-se nos Açores e também em muitos municípios nas eleições autárquicas.

“Nesse sentido, é natural que, perspetivando as eleições legislativas, o cenário de coligação estivesse em cima da mesa, como está. Eu coloco-o, assim como o doutro Rui Rio o coloca, mas ainda não há uma decisão quanto à efetividade dessa coligação, o que só ocorrerá depois de esclarecidas as eleições internas do PSD”, disse.

Mas garantiu que “o CDS está preparado para ir sozinho a eleições legislativas” e que a direção está a fazer o que lhe compete “para que o partido tenha um bom resultado”.

“Já demos tiro de partida para construção do compromisso eleitoral, hoje aprovaremos também os critérios de designação dos candidatos a deputados e não estamos à espera de eleições internas nos outros partidos, como é o caso do PSD”, acrescentou.

Na declaração aos jornalistas, na sede do partido, em Lisboa, o líder centrista foi questionado também sobre o anúncio do eurodeputado Nuno Melo (com quem iria disputar a liderança do partido no congresso que esteve marcado para este fim de semana, mas foi adiado) de que não irá participar no Conselho Nacional de hoje e o apelo para que outros conselheiros façam o mesmo.

Francisco Rodrigues dos Santos considerou que os conselheiros “têm a liberdade de comparecer e não comparecer nas reuniões do órgão” e mostrou-se convicto de que este Conselho Nacional “será muito mais participado do que a maioria dos conselho nacionais das lideranças que precederam”.

E defendeu que tem sido “marca deste mandato” a “adesão expressiva dos delgados ao Conselho Nacional, como há muito e muito tempo não havia registo no partido”.

E desvalorizou as ausências entre a sua oposição: “Não será certamente pela falta de uma pequena minoria do nosso partido que este Conselho Nacional não será plenamente realizado do ponto de vista democrático e não terá um largo quórum deliberativo”, salientou.

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