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​Médicos mais resilientes? “Não perco um minuto com querelas sobre aquilo que não existe”

25 nov, 2021 - 13:21 • Cristina Nascimento com Lusa

Sobre a aproximação das festas e a situação de pandemia, Marcelo defendeu que "a vida continua" depois do período mais crítico da pandemia causada pelo novo coronavírus, exortando os portugueses a "terem juízo" e a cumprirem as regras sanitárias que "o convívio social impõe".

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O Presidente da República desvaloriza a interpretação dada às palavras da ministra da Saúde sobre a resiliência dos médicos. “Não perco um minuto com querelas sobre aquilo que não existe”, disse Marcelo revelo de Sousa, em declarações aos jornalistas, em Braga.

Marcelo foi questionado sobre as declarações de Marta Temido que considerou que, na hora de contratar, a resiliência destes profissionais de saúde é uma das características que deve ser levada em conta.

“Na cabeça de todos os portuguese, todos, Governo, ministros, secretários, de estado, deputados, Presidente da República, está isto: os profissionais de saúde são resistentes. Tomara nós sermos tão resistentes quanto eles foram, são e serão”, disse.

Marcelo considerou ainda que “se há característica que os profissionais de saúde demonstraram, além da devoção, além da competência, é a resiliência”, reforçou.

Tenham "juízo", pede Marcelo

Nestas declarações aos jornalistas, o Presidente da República defendeu ainda que "a vida continua" depois do período mais crítico da pandemia causada pelo novo coronavírus, exortando os portugueses a "terem juízo" e a cumprirem as regras sanitárias que "o convívio social impõe".

"A vida continua. A vida continua. Continua naturalmente com atenção que sempre esteve presente na cabeça dos portugueses, atenção ao respeito das medidas sanitárias, mas a vida continua, a atividade económica continua, o comércio continua, a indústria continua, os serviços continuam, aquilo que é fundamental na vida das pessoas continua", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em Braga.

Para o chefe de Estado, o período de Natal e de Ano Novo que se aproxima "é muito importante" para os portugueses fazerem duas coisas: "A primeira é terem juízo naquilo que são as regras sanitárias que o convívio social impõe, mas não deixarem de acreditar naquilo que é fundamental, a vida continua, vai continuar até ao fim deste ano e vai continuar no ano que vem", alertou.

[notícia atualizada às 15h55]

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  • António dos Santos
    25 nov, 2021 Coimbra 14:32
    Concordo que os médicos e enfermeiros que estiveram directamente ligados com o COVID-19, foram excepcionais. No entanto, os restantes tiveram a sua vida facilitada. Os cirurgiões não se podem queixar, porque eles são os principais responsáveis pelas listas de espera. Porque atrasam as cirurgias, para que os doentes se cansem de esperar e recorram a eles no privado. O Ministério da Saúde deve fazer uma auditoria, a: número de cirurgias feitas por médico; quantas horas estão as salas de operações desocupadas. No final iremos irão ver que o sector da cirurgia está muito mal aproveitada. Por isso, concordo com Sua Excelência o Senhor Presidente da República, mas também com a Sra. Ministra da Saúde. Para concluir deve ser implementada uma fiscalização externa e permanente nos hospitais, para ver a assiduidade dos médicos e o funcionamento do hospital em geral. Não falo dos enfermeiros, porque eles são os únicos profissionais que têm de fazer passagem de turno e não podem sair sem aparecer o seu substituto, mas os médicos põem o dedo no ponto de manhã, saem e ao final do dia, voltam a colocar o dedo, sem terem estado a trabalhar. Isto acontece pelos os mesmos não serem obrogados a fazer a hora de almoço. Como é de conhecimento geral as pseudo-administrações não controlam nada, nem são competentes.

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