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Jerónimo de Sousa: "O PRR não é o instrumento capaz de imprimir as alterações estruturais de que o país precisa"

05 set, 2021 - 19:54 • Lusa

O secretário-geral comunista encerrou este domingo a Festa do Avante! com recados e críticas às opções do Governo. Durante quase 50 minutos, o secretário-geral do PCP aproveitou o comício de encerramento da 45.ª Festa do Avante para elencar várias críticas às opções feitas pelo executivo socialista, como, por exemplo, em relação ao Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).

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O secretário-geral comunista encerrou este domingo a Festa do Avante! com recados e críticas às opções do Governo, desde os apoios para os jovens ao PRR, e sustentou que com "anúncios repetidos" o país vai continuar na "cepa torta".

"Não é em repetidos anúncios de programas governamentais de apoios aos jovens e ao interior que está a resposta", considerou Jerónimo de Sousa, aludindo ao Programa Regressar e IRS Jovem anunciados há uma semana pelo secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa.

Durante quase 50 minutos, o secretário-geral do PCP aproveitou o comício de encerramento da 45.ª Festa do Avante para elencar várias críticas às opções feitas pelo executivo socialista, como, por exemplo, em relação ao Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).

Na opinião do dirigente comunista, o país "não precisa de mais do mesmo, mas de se libertar do ciclo vicioso da política de direita e dos problemas acumulados que criou".

Contudo, prosseguiu Jerónimo de Sousa, as medidas de que Portugal "precisa para avançar" não estão no PRR.

"Não encontramos no PRR, nem no Portugal 2030, por mais transições que estes proclamem. Ao contrário da propaganda, o PRR não é o instrumento capaz de imprimir as alterações estruturais de que o país precisa. O PRR não parte das necessidades do país, mas das imposições da União Europeia. Por mais milhões que possam ser anunciados (...), sem uma profunda alteração das políticas o país não sairá da cepa torta", advogou.

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